quinta-feira, 28 de maio de 2015






Ricardo recebe garantia da liberação de recursos do

 Ministério das Cidades para continuidade de obras

quarta
-feira, 
27 de maio de 2015 - 17:54 - Fotos:  José Marques/Secom-PB





O governador Ricardo Coutinho manteve audiência, na tarde desta quarta-feira (27), com o ministro Gilberto Kassab, que na 

ocasião disse manter o compromisso com o Governo da Paraíba de acelerar as liberações de verbas para as duas obras que 


estão sendo realizadas em parceria com o Ministério das Cidades: o Viaduto do Geisel, uma das principais obras de mobilidade urbana de João Pessoa; e a urbanização do Parque Bodocongó, em Campina Grande.



Na reunião, o governador Ricardo Coutinho expôs que as duas obras – estimadas em R$ 70 milhões – precisam de repasses no valor de R$ 36 milhões. O encontro no Ministério das Cidades contou com a participação do secretário nacional de Saneamento, Paulo Ferreira; do secretário nacional de Mobilidade Urbana,

 Dário Lopes, além dos secretários de Estado da Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, João Azevedo; e de Representação Institucional do Governo da Paraíba, Lindolfo Pires.
As duas obras vêm sendo tocadas pelo Estado, que já investiu nelas mais de R$ 5 milhões oriundos dos cofres públicos, a fim de dar continuidade ao ritmo dos trabalhos. “Esperamos agora contar nos próximos dias com mais repasses do Governo Federal, para que as obras continuem sendo realizadas em ritmo acelerado”, disse o secretário João Azevedo.




quarta-feira, 27 de maio de 2015

27/05/2015 08h51 - Atualizado em 27/05/2015 09h11

Pedra preciosa extraída ilegalmente na Paraíba era 'esquentada' no RN, diz PF

Operação Sete Chaves cumpriu mandados de busca em Natal e Parelhas.
Objetivo é desarticular grupo que age na extração de turmalina paraíba.

Do G1 RN
Pedra turmalina paraíba pode chegar ao valor de R$ 3 milhões, segundo a Polícia Federal (Foto: Divulgação/Polícia Federal)Pedra turmalina paraíba pode chegar ao valor de
R$ 3 milhões, segundo a Polícia Federal
(Foto: Divulgação/Polícia Federal)
As cidades de Natal, capital potiguar, e Parelhas, na região Seridó potiguar, também foram alvos do cumprimento de mandados de busca e apreensão da operação Sete Chaves, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (27) com o objetivo de combater a extração ilegal e comercialização da turmalina paraíba, uma das pedras preciosas mais valiosas do mundo.
A PF informou que a turmalina paraíba é considerada uma das pedras mais caras do mundo. Depois de retirada ilegalmente do distrito de São José da Batalha, no município de Salgadinho, região do Cariri, na Paraíba, estava sendo enviada à cidade de Parelhas, no Rio Grande do Norte, onde era ‘esquentada’ com certificados de licença de exploração.  De lá, as pedras seguiam para Governador Valadares, em Minas Gerais, onde eram lapidadas e enviadas para comercialização em mercados do exterior, como Bangkok, na Tailândia, Hong Kong, na China, Houston e Las Vegas, nos Estados Unidos.
Em nota enviada à imprensa, a PF informou que o Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria da República em Patos, na Paraíba, obteve oito mandados de prisão, oito medidas de sequestro de bens móveis e imóveis, no valor de R$ 50 milhões, além de 18 mandados de busca e apreensão que estão sendo executados, simultaneamente, por 130 policiais federais de todo o Nordeste nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e São Paulo.
A organização criminosa, ainda de acordo com a Polícia Federal, é formada por diversos empresários e um deputado estadual que se utilizavam de uma intrincada rede de empresas off shore para suporte das operações milionárias nas negociações com pedras preciosas e lavagem de dinheiro.
O termo Sete Chaves é referência feita aos negociadores no mercado restrito da pedra preciosa turmalina paraíba, que guardavam à “sete chaves” o segredo sobre a exploração ilegal da gema

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Hospital Universitário Ana Bezerra recebe novos servidores

(Sirleide Pereira – Ascom-reitoria/UFRN)

Trinta novos profissionais concursados foram chamados nessa última quinta-feira, 21, pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), para compor o quadro de servidores do Hospital Universitário Ana Bezerra (Huab-UFRN), integrante do complexo hospitalar da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no município de Santa Cruz, Região Trairi do estado.

Com a convocação publicada pelo Diário Oficial da União e site da Ebserh, o Huab passa a ter mais cinco médicos de especialidades distintas, dois enfermeiros, quatro técnicos em enfermagem e de outras áreas, inclusive assistentes administrativos.

Os profissionais serão contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) pela Ebserh, empresa pública vinculada ao Ministério da Educação (MEC)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Cientistas criam morfina 'caseira' a partir da fabricação de cerveja

  • 20 maio 2015
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Levedura usada na produção de cerveja foi geneticamente modificada
Cientistas descobriram uma forma de produzir morfina usando o método aplicado na produção de cerveja artesanal.
Eles modificaram geneticamente leveduras para que estes fungos realizem um processo químico complexo capaz de transformar açúcar no narcótico.
O estudo foi publicado no periódico científico Nature Chemical Biology e é visto de forma promissora por médicos.
Mas também gerou preocupações sobre a possibilidade de serem criadas drogas "artensanais".

Solução

Para produzir cerveja em casa, é necessário usar leveduras microscópicas que transformam açúcar em álcool.
Mas, ao usar DNA de plantas, pesquisadores conseguiram criar leveduras capazes de ter a morfina como resultado final deste processo químico.
Um estágio desta produção - que resulta em um composto químico intermediário conhecido como reticulina - era um obstáculo para este objetivo.
Isso foi solucionado por uma equipe da Universidade da Califórnia, em Berkley.
"O que queremos fazer é alimentar a levedura com glucose, uma forma barata de açúcar, para que ela seja capaz de transformá-lo em uma droga terapêutica", afirma o bioengenheiro John Duebe.
"Em nosso estudo, descrevemos todos os passos necessários para isso. Agora, é uma questão de conectá-los e criar um processo capaz de produzir em escala. Não é algo simples, mas é possível."

Papel vital

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Até hoje, morfina exige a colheita de papoula para ser produzida
A morfina tem um papel vital no alívio de dores em pacientes em hospitais, mas requer a colheita de papoula para ser produzida.
A morfina caseira poderia ser mais fácil de ser feita e permitiria a cientistas alterar as etapas de sua confecção para desenvolver novos tipos de analgésicos.
O conceito de usar organismos microscópicos para produzir narcóticos não é algo novo na medicina.
A insulina usada por pacientes com diabetes tem sido produzida a partir de bactérias geneticamente modificadas há décadas.
Mas existe uma preocupação de que os mais recentes avanços nestas técnicas possam abrir caminho para a produção de drogas em casa.

'Habilidades básicas'

"A princípio, qualquer um com acesso a este tipo de levedura e as habilidades básicas de fermentação poderiam produzir morfina usando um kit utilizado para fazer cerveja", explica um comentário sobre o estudo também publicado no periódico científico, que recomenda um maior controle destes microorganismos transgênicos.
Paul Freemont, um dos diretores do Centro de Biologia Sintética e Inovação do Imperial College, em Londres, no Reino Unido, acredita que o assunto deve ser tratado com seriedade, já que permite produzir narcóticos que podem vir a ser usados ilegalmente.
"Hoje, não é fácil produzir este tipo de levedura do ponto de vista técnico, mas e no futuro?", questiona Freemont.
"Por isso, é importante pensar em como devemos regular estas novas variedades."

domingo, 10 de maio de 2015

O Açude e a dor da indiferença.

Por Fernando Antonio Bezerra*

Era uma vez uma cidade nordestina que tinha um açude. Era um lindo açude que, cheio, espalhava água por recôncavos e planícies brotando esperança e gerando vida!

À cidade foi dado um nome: Ociac. Ao seu formoso açude também foi dado um outro sugestivo nome: Snati.
Não foi fácil construir o Açude. Reuniram-se centenas de trabalhadores em uma época onde não existiam máquinas potentes. Era a força do trabalhador aliada a rusticidade de animais e alguns poucos veículos sob um comando alemão. O Açude foi construído. Nunca foi gravemente danificado. Suportou invernos e memoráveis sangrias d’água. Foi durante décadas a maior alegria da cidade...

Mas, a estiagem prolongada foi despindo o velho Açude que, constrangido, parecia ter vergonha de se mostrar. A terra, antes escondida pela verve da água, aflorou em bancos de areia, tornando impossível a travessia, a pesca, o mergulho, o empréstimo para as fruteiras e capineiras. A água, antes reinante, deu lugar a sisudez da terra que, seca, infelizmente, apenas recepciona o cansaço, a angústia e a incerteza.

Nos tempos de Seca, contudo, poderiam ter revitalizado o velho Açude. É natural que a água, nos invernos, traga partículas de areia e, pouco a pouco, diminua a capacidade de armazenamento do reservatório. O Açude, como qualquer outro empreendimento, precisa de cuidados, manutenção e reparos. Dizem, os mais velhos, que a Seca pode ser uma rica oportunidade para manutenção, ampliação e construção de reservatórios d’água. Poucos, entretanto, aproveitam a Seca.

O velho Açude, enfim, assistiu a tudo com a mesma fidalguia, esperando que o homem, qualificado pelas letras universitárias e ungido como autoridade, promovesse sua modesta recuperação. Não o fez. Infelizmente. Na cidade Ociac tinha mobilização para tudo, desde jogo de bozó até o mais alto interesse, mas faltou a defesa do Açude que tantas alegrias havia lhe dado.

A Seca impiedosa foi se repetindo, mudando valores, impondo hábitos, deixando quase ao abandono a dor do Açude que se viu abandonado pelas águas e pelos amigos. A Seca é feroz e, quando chega, bate em todas as portas, sem qualquer distinção.
O Açude, por sua vez, sangrando pela indiferença do homem e pela dor da Seca, resignadamente, aceitou seu destino. A Seca lhe tirou tudo!

Açude seco, terreno,
Só mesmo quem te conhece
Pensa em fazer uma prece
Pra que o sol fique ameno;
E a chuva que abastece
Ver se logo em ti desce
Este é o melhor aceno.
(Walter Medeiros, DRT RN)

Hoje, com limitações, a estória foi genericamente contada e serve como um primeiro alerta. Seria muito bom que ao final do artigo as perspectivas fossem diferentes, mas, pelo ouvimos até hoje, também o Açude Itans, lamentavelmente, está secando em decorrência da grave e atual estiagem que começou em 2012.

*Fernando Antonio Bezerra é seridoense de Caicó

-Com post no Blog Bar de Ferreirinha

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Venha discutir os problemas sociais do Nordeste em Natal.

Estão abertas as inscrições para o Seminário “Nordeste, 60 anos depois: mudanças e permanências”, que acontecerá no período de 27 a 29 de maio, na Escola de Governo Dom Eugênio Sales, situada no Centro Administrativo, no bairro de Lagoa Nova, em Natal. As inscrições são gratuitas. A promoção é da Arquidiocese de Natal, Observatório Social do Nordeste e Programa RN Sustentável.

O Seminário terá como foco os desafios e as perspectivas de construir uma agenda de trabalho para 2016, em vista aos 60 anos do primeiro encontro dos bispos da Região Nordeste, realizado em 1956, na cidade de Campina Grande (PB). Várias iniciativas, visando o desenvolvimento do Nordeste, nasceram daquele encontro, em 1956. Uma delas foi o Grupo de Trabalho pelo Desenvolvimento do Nordeste, que originou a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE).

Programação

A abertura do Seminário acontecerá na quarta-feira, 27 de maio, às 18h, com o credenciamento dos participantes, seguida de saudação do Arcebispo Metropolitano de Natal e presidente do Observatório Social do Nordeste, Dom Jaime Vieira Rocha. Em seguida, haverá lançamento de quatro livros. Nos dias 28 e 29, a programação constará de conferências e mesas redondas. Uma das conferências terá como expositor o Ministro de Estado da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto.

Outro palestrante será o bispo de Ipameri (GO), Dom Guilherme Werlang. Ele é membro da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

 A programação completa, o formulário de inscrição e outras informações estão disponíveis no site da Arquidiocese de Natal, no link: http://arquidiocesedenatal.org.br/seminario-regional

segunda-feira, 13 de abril de 2015

SOCIEDADE TEM QUE ESCOLHER O QUE ELA QUER, DIZ O NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO.

Para o novo ministro da Educação, professor Renato Janine Ribeiro, o Brasil vive um momento de “grande crença” no potencial do ensino. Apesar disso, ele sabe que os desafios do setor são enormes e viabilizar suas metas, que incluem expandir o financiamento da educação, não será fácil. “O aumento de verbas para a educação será uma batalha de conscientização”, diz ele. “Vamos passar um tempo mais difícil e algumas ações precisarão ser adiadas.”
Prestes a completar uma semana no cargo, ainda se debruça sobre detalhes do MEC. Nesta quarta-feira, 9, almoçou com dois ex-titulares da pasta – o prefeito Fernando Haddad (PT) e o atual diretor do BNDES, Henrique Paim – e com Luiz Cláudio Costa, que ficou interinamente no cargo neste ano e voltou para a posição de secretário executivo. Antes, O novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, concede entrevista exclusiva ao Jornal Estado de São Paulo.
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No debate educacional, refuta-se a ideia de que o professor seja um herói, um salvador. Em paralelo, o senhor, cuja nomeação foi bastante comemorada, teme ser visto como herói e seja essa a sua função no governo?

Fiquei muito contente com a repercussão favorável ao meu nome. Não esperava ser convidado e não esperava ter uma acolhida tão boa. Agora tenho um pouco de bom senso e não deixo a vaidade tomar conta. Uma coisa significativa é que a reação expressa a crença muito grande na educação. Há muitos anos, a gente ouve o bordão de que a solução dos problemas do País estaria na educação, mas até hoje não se teve uma visão muito clara disso. Agora parece que a sociedade quer isso para valer. Essa satisfação com a nomeação veio das potencialidades da educação e do que educadores podem fazer

Existia uma expectativa de que o MEC fosse usado como moeda de troca política. Agora, o que mais demonstra que a sociedade quer um avanço?

Há políticos que são excelentes gestores, de educação inclusive. Temos um médico que foi um bom ministro da Fazenda, o caso do (Antônio) Palocci, e um economista que foi um bom ministro da Saúde, o (José) Serra. Depende muito de como se consegue mobilizar a sociedade. O que é bom é que a sociedade quer se mobilizar. E essa tarefa não é só do MEC. É da sociedade. Junte essa reação favorável da sociedade, da mídia, com uma disposição da presidente de priorizar tudo isso com o slogan “Pátria Educadora”. O único ponto complicado neste momento é a necessidade de fazer ajustes orçamentários.

Este será um ano perdido?

De jeito nenhum. Não vai ser tão fácil, mas todo sistema de crescimento tem uma hora que você para e ajusta. Vamos tentar aproveitar este ano para fazer o máximo disso. Precisamos diminuir custos. Também precisamos saber da dimensão do ajuste fiscal, sem isso não dá (para saber o real impacto). A gente sabe que tem de colaborar com ajustes na economia. O que nos protege é que já temos estudos para conseguir reduzir despesas que podem ser reduzidas. Vamos passar um tempo mais difícil e algumas ações precisarão ser adiadas. Embora a própria presidente tenha assegurado que os programas essenciais, como ampliação da educação infantil, serão mantidos. Já temos no Brasil uma visão sistêmica da educação, com ações de transporte e merenda concatenadas. Quando você concatena todas as ações tem a possibilidade de fazer coisas sustentáveis. E depois, temos todo um roteiro pronto, que é o Plano Nacional de Educação (PNE), que define as prioridades.
Setores da sociedade estão preparados para que o dinheiro saia de algum lugar e vá para educação para se atender os 10% do PIB no setor e financiar as ações do PNE?
Isso vai ser uma batalha longa de conscientização. Vamos ter de conscientizar as pessoas de que o dinheiro da educação é um dos melhores gastos existentes. Há no País um descontentamento grande com a carga tributária. Isso está engessando os gestores, tanto na União quanto nos Estados e nos municípios.

Aumentar imposto para educação é opção?

A sociedade é que tem de escolher o que quer. Se ela quer bons professores, tem de escolher. Hoje tem a convicção de muita gente de que o dinheiro público é mal gerido. Então o que podemos fazer é ter absoluta transparência, mostrando o êxito de ações. A gente vai oferecer cada vez mais é essa relação custo-benefício. A sociedade tem de perceber quando o uso do dinheiro na educação é bom para perceber o que ela quer fazer do dinheiro. Mas a este ministério não cabe fazer essa proposta (de aumentar impostos).

A educação básica será a prioridade desse governo?

É a prioridade porque é o que vai durar mais tempo. Quando você forma uma criança hoje, de 3 anos, ela vai chegar até 2100, então é algo muito importante. Mas eu insisto em um ponto: essas questões são éticas, não são de puro interesse. Temos um dever com os cidadãos vulneráveis, fragilizados, que não tiveram a educação de qualidade que nós tivemos e as vantagens competitivas de que desfrutamos. Temos um dever em relação a eles.

O lema “Pátria Educadora” não é arriscado do ponto de vista de efetivação?

O lema é uma ênfase, não é promessa de entrega de serviços. Ênfase que espera, sim, que em quatro anos haja um avanço na educação. Mas a educação é vagarosa para reagir. Mexer com a cabeça das pessoas é lento.
No momento, professores da rede estadual de São Paulo estão em greve e docentes federais já iniciam campanha salarial. Será possível conversar sobre valorização docente neste ano?
Será necessário conversar. Conversar sempre. A qualidade dos professores depende de muitas coisas, mas precisa ter valorização salarial. Isso está muito colocado na meta 17 do PNE. Porque o PNE é quase a Constituição da educação, é a Constituição do nosso futuro. A meta 17 diz que devemos ter até 2020 os salários dos professores da rede básica equiparados a pessoas da mesma escolaridade. É um salto de quase 40%, não é pequeno. Pede grandes esforços para os entes federativos. Mas é absolutamente necessário fazer isso. Não se pode desvalorizar quem escolhe a docência. Tem de ter mais dinheiro e mais qualificação, valorizar o professor na sala de aula. E isso tem de ser medido e valorizado pelo seu desempenho educando seus alunos. Precisamos reconhecer o bom professor.

Como medir bom desempenho do professor?

A métrica mais simples é pelo desempenho dos alunos, do que eles aprenderam. Não é perfeita, mas é a mais simples. Pode-se desenvolver métricas mais sofisticadas, mas o importante não é o resultado, mas o espírito da coisa. Tem de deixar claro que lecionar e formar gente é relevante.

Acredita em bonificação?

É bom ter valorização salarial quando o professor é bom. Mas é claro que tem de ter também uma valorização ética, uma satisfação. O professor tem de voltar a ser referência na sua cidade.
Paulo Saldaña – Estado de S. Paulo

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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Peixe faz mesmo tão bem assim para a saúde?

  • Há 14 minutos
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Presença de ômega-3 fez peixes serem considerados alimentos saudáveis
Hoje é Sexta-Feira Santa, dia em que muitas pessoas trocam carne vermelha e frango por peixes - alimento que tem uma excelente reputação como fonte de nutrientes altamente benéficos para a saúde.
Mas os peixes realmente fazem tão bem assim? Se sim, qual é o melhor peixe do ponto de vista nutricional?
A resposta não é tão simples.

Ômega 3

Nos últimos anos, a boa reputação do peixe esteve associada à presença de ômega 3, ácidos graxos essenciais que o corpo não produz a partir de outras substâncias - são "poli-insaturadas" -, encontrados em abundância em certos peixes.
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Mercado de óleo de peixe cresceu nos últimos anos
Durante muito tempo a ciência apoiou e incentivou o consumo de peixe. Estudos sugeriam que o consumo era bom para o coração, o desenvolvimento do cérebro e o crescimento.
O ômega 3 começou a ser adicionado a certos alimentos, como leite, sucos e cereais, e uma indústria de suplementos de óleo de peixe floresceu.
Mas, mais recentemente, pesquisas ligaram o ômega 3 a um risco maior de desenvolver certos tipos de câncer (como o de próstata) e descartaram que o consumo de suplementos de óleo de peixe reduz o risco de doenças cardíacas.
Também descobriu-se que o excesso de ômega 3 pode aumentar o risco de acidente vascular cerebral.
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Especialistas recomendam ingestão de peixes gordurosos uma vez por semana
"Foram atribuídos ao ômega 3 diversos benefícios sobre os quais não se têm certeza", disse à BBC Eduardo Baladía, editor da revista Nutrição Humana e Dietética e promotor do Centro de Análise de Evidência Científica da Fundação Espanhola de Dietética e Nutrição (FEDN).
"Na verdade, temos dúvidas sobre o ômega 3. É muito problemático dizer que consumi-lo faz bem para a saúde."

O quadro completo

Um ponto sobre o qual os especialistas concordam é que o valor nutritivo do peixe não começa e não termina no ômega 3.
"Se você pudesse dizer, com certeza, que os benefícios de comer peixe se originam inteiramente na gordura poli-insaturada, então ingerir pílulas de óleo de peixe seria uma alternativa a comer o próprio peixe. Mas é mais provável que uma pessoa precise da totalidade das gorduras dos pescados, suas vitaminas e minerais ", escreveu Howard Levine, chefe editorial da publicação de Saúde da Universidade de Harvard, em um artigo em 2013.
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Poluição no mar leva substâncias tóxicas a alguns tipos de peixe
"Às vezes nos fixamos demais em supernutrientes e superalimentos", diz Eduardo Baladía.
"A ingestão de peixe substitui o consumo de carne, que têm gorduras menos saudáveis. Isso podemos considerar verdade absoluta. E, só por isso, já é interessante comer peixe", completa.

Então, qual peixe?

Em revistas e jornais, inúmeros artigos recomendam a opção por peixes com mais gordura, porque eles são ricos em ômega 3.
A Clínica Mayo, em Rochester, nos Estados Unidos, por exemplo, diz que "peixes gordurosos, como salmão, truta, arenque e atum, contêm mais ômega 3, e, assim, proporcionam benefício maior."
Baladía, por sua vez, acha que há espaço para peixe com baixo teor de gordura - e, portanto, calorias.
"Especialmente em uma sociedade em que o consumo de energia é alto, em que as gorduras saturadas e o colesterol são elevados, uma refeição sem isso, feita apenas de proteínas, é atraente", diz ele.

Semana Santa o ano todo?

Mas o conselho é não transformar a dieta da Sexta-Feira Santa em rotina o ano todo.
O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido recomenda comer apenas uma porção de peixe gorduroso por semana - por causa de sustâncias tóxicas, como o mercúrio, presentes nestas espécies devido à contaminação das águas - e quantas vezes quiser de peixes pouco gordurosos.
Mas todos concordam que frutas e verduras ainda são a chave de uma alimentação saudável.