domingo, 3 de setembro de 2017

Por que conseguimos sentir quando alguém nos está observando fixamente?

Homem olhando para um grupo de mulheresDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionPodemos realmente sentir que alguém está nos observando?
Qualquer uma já passou por essa perturbadora situação: concentrado s em alguma tarefa, percebemos, subitamente, uma alteração no ambiente. Uma energia vindo de outro lugar.
Levantamos a cabeça e vemos alguém nos olhando fixamente.
Como soubemos?
Apesar de que o olhar pode ser de intimidação, admiração ou compaixão, detectá-lo é algo surpreendente, e a ciência tenta encontrar respostas para o que parece ser uma espécie de sexto sentido.
Os resultados, pelo menos até agora, sugerem que pode se tratar de uma habilidade sustentada por uma complexa rede neurológica.
Há vários fatores combinados, como a evolução do olho do humano, a evolução da comunicação humana e mesmo nossos instintos de defesa e sobrevivência.

Olhos humanos

Em contraste com outros animais, o homem tem a parte brancas dos olhos consideravelmente maior. Na maioria das espécies, a pupila toma conta de quase todo o olhos.
Isso é útil tanto para não chamar a atenção de predadores, mas também serve para que presas não saibam que predadores as têm na mira.
Image captionAs pupilas dos animais tomam quase toda a área do olho
Em humanos, porém, o branco dos olhos permite rapidamente determinar a direção do olhar de outra pessoa ou animal. Podemos definir com bastante precisão se ela está olhando à direita, esquerda, acima, abaixo ou diretamente para nós.
E não precisamos necessariamente estar de frente: podemos, por exemplo, avaliar, ainda que de forma menos precisa, a direção de um olhar com nossa visão periférica.
Ou sequer precisamos olhar os olhos alheios: a visão periférica leva em consideração a posição da cabeça e o ângulo do corpo para saber se uma pessoa está olhando ou não para nós.
Mas se não estamos certos, nosso cérebro presume que somos alvo do olhar.
Colin Clifford, professor de Psicologia da Universidad de Sidney , na Austrália, explica que um indivíduo vai querer prestar atenção ao que pode ser uma ameaça.
"Simplesmente presumir que a outra pessoa está olhando para nós pode ser a melhor estratégia", diz Clifford.

A linguagem dos olhos

Humanos são muito sensíveis aos olhares alheios. Isso porque a sobrevivência humana ao longo do tempo dependeu muito de nossa cooperação e coordenação com outros indivíduos.
Image captionNossa visão periférica permite detectar a direção para a qual outras pessoas olham, mesmo quando não estamos de frente
Biólogos sugerem que o branco de nossos olhos evoluiu para melhorar nossas habilidades de comunicação.
Ainda que tenhamos desenvolvido uma complexa linguagem falada, um olhar ainda pode expressar muitas coisas que o idioma não consegue. E também comunicar conceitos de forma rápida e mais discreta.
O contato visual direto com outra pessoa é o mais frequente e poderoso sinal não-verbal que temos em nosso repertório. É um fator crucial em situações de intimidade, intimidação e influência social.
Por isso é que é difícil para humanos esconder emoções: olhares expressam uma gama de sentimentos.
Image captionOlhadelas podem expressar toda uma gama de sentimentos
É daí que surgem expressões como "mentiu com os olhos", ou "olhar gélido".
E também explica porque estamos sempre conscientes de que alguém nos olha.

Predisposição

E há várias situações que derrubam o mito de um sexto sentido: um estudo publicado pela revista científica Current Biology, em 2013, diz que estamos predispostos a pensar que alguém nos olha. Mesmo que nada o sugira.
Image captionHá alguém olhando para nós?
Olhar para alguém é um sinal social que, normalmente, significar que queremos iniciar uma conversa. Mas o fenômeno também poder ser resultado de informações que registramos no nosso entorno.
Uma das primeiras coisas que detectamos em outra pessoa é a posição de sua cabeça e seu corpo. Se algum deles está posicionado em nossa direção e, particularmente, de forma pouco natural, isso é motivo para alerta.
O caso mais óbvio é quando o corpo de alguém está na direção contrária, mas sua cabeça está voltada para nós. Isso faz que prestemos mais atenção aos olhos.
Image captionQuem olhou primeiro?
Só que, quando pressentimos essa espiada, levantamos a cabeçca na direção de onde acreditamos estar vindo. E esse movimento pode fazer com que a outra pessoa dirija seu olhar para nós.
Quando os olhos de encontrarem, cada pessoa vai supor que a outra a estava olhando.
Outra situação vem do que chamamos de viés de confirmação: somente lembramo-nos das vezes em que realmente encontramos alguém nos olhando, não das vezes que isso não acontece.
E essa sensação perturbadora que sentimos é psicológica.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Padre é encontrado morto e enrolado em lençol dentro de casa em Borborema, PB

Polícia Civil está no local para realizar a perícia e identificar as causas da morte.

Por G1 PB
 
Padre Pedro Gomes Bezerra foi encontrado morto e enrolado em lençol dentro de casa em Borborema, na Paraíba (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)Padre Pedro Gomes Bezerra foi encontrado morto e enrolado em lençol dentro de casa em Borborema, na Paraíba (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Padre Pedro Gomes Bezerra foi encontrado morto e enrolado em lençol dentro de casa em Borborema, na Paraíba (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Um padre foi encontrado morto na manhã desta quinta-feira (24) dentro de casa na cidade de Borborema, no Brejo da Paraíba. A vítima foi identificada como Pedro Gomes Bezerra, de 49 anos. De acordo com as primeiras informações da Polícia Militar, a casa do sacerdote foi encontrada revirada e o carro dele não estava na garagem, mas não havia sinais de arrombamento.
Ainda conforme a PM, o corpo do padre Pedro Gomes foi encontrado enrolado num lençol e havia muito sangue no local. Uma equipe da Polícia Civil de Solânea, que é responsável pela cobertura da cidade de Borborema, seguia para o município às 11h40 para realizar a perícia no local.
A assessoria de comunicação da Diocese de Guarabira, responsável pela região de Borborema, confirmou que o padre Pedro Gomes estava na paróquia de Borborema há quase 2 anos. Ele foi ordenado sacerdote em 1993 e antes de chegar à cidade, servia na Paróquia Nossa Senhora da Piedade no município de Arara, também no Brejo paraibano. Ele completaria 50 anos no fim de agosto.
Uma missa está programada para acontecer na igreja e o velório começa em seguida. O enterro está previsto para acontecer em Guarabira na sexta-feira.
Perícia na casa onde o padre Pedro Gomes Bezerra foi encontrado morto aconteceu nesta quinta-feira (24), em Borborema, na Paraíba (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)Perícia na casa onde o padre Pedro Gomes Bezerra foi encontrado morto aconteceu nesta quinta-feira (24), em Borborema, na Paraíba (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Perícia na casa onde o padre Pedro Gomes Bezerra foi encontrado morto aconteceu nesta quinta-feira (24), em Borborema, na Paraíba (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Suspeito de mais de 15 homicídios morre em troca de tiros com a polícia na Grande Natal

Tiroteio aconteceu em Extremoz nesta segunda-feira (21). O homem ainda é apontado como traficante de armas e drogas.

Por G1 RN
 
Gilson Coelho de Medeiros Filho, conhecido por Gilson Cabeção, foi morto pela polícia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Gilson Coelho de Medeiros Filho, conhecido por Gilson Cabeção, foi morto pela polícia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Gilson Coelho de Medeiros Filho, conhecido por Gilson Cabeção, foi morto pela polícia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Um foragido da Justiça morreu depois de trocar tiros com a polícia nesta segunda-feira (21) na cidade de Extremoz, na Grande Natal. Segundo a Polícia Civil, Gilson Coelho de Medeiros Filho, conhecido por Gilson Cabeção, de 32 anos, estava sendo investigado por mais de 15 homicídios ocorridos no estado da Paraíba. O homem ainda era apontado pela polícia como suspeito de comercializar entorpecentes em vários estados do país, entre eles o Acre, Paraíba, Pernambuco, e o Rio Grande do Norte.
Ainda segundo a assessoria de comunicação da Polícia Civil, Gilson foi encontrado em casa. O imóvel foi localizado a partir de uma apuração conjunta entre a Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor), em parceria com o Departamento de Repressão a Entorpecentes da Paraíba (DRE/PCPB).
A Polícia Civil informou que, no momento em que os policiais chegaram ao local, Gilson Cabeção atirou conta eles. A polícia reagiu e acertou o foragido, que morreu.
Na residência, a polícia apreendeu uma pequena porção de maconha, celulares, notebook, balança de precisão, um veículo de modelo Fox, e uma pistola de calibre 380 com seis munições intactas.
A assessoria da Polícia Civil informou que investigações indicam que Gilson era integrante de uma organização criminosa, e que ele realizava negociações de armas de fogo na cidade de João Pessoa, e no estado do Rio Grande do Norte.