terça-feira, 29 de setembro de 2015

UFRN publica Relatório da Comissão da Verdade

(Sirleide Pereira – Ascom-reitoria)

No próximo dia 14 de outubro, o Gabinete da reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) estará lançando o Relatório Final da Comissão da Verdade da UFRN. Aberta ao público, a solenidade acontecerá às 9h da manhã, no Auditório Otto de Brito Guerra, no prédio da reitoria, no campus central, em Natal.

Na ocasião, será aposta uma placa alusiva aos integrantes da comunidade universitária da UFRN vítimas de violação de direitos humanos, além da placa simbólica à extinta Assessoria de Segurança e Informações da UFRN

Números da saga

Editado pela Editora Universitária (Edufrn), as 489 páginas da obra descortinam fatos vivenciados pela comunidade universitária durante o regime militar no país e dá voz aos protagonistas silenciados a partir de depoimentos, registros fotográficos e outras provas documentais.

Presidida pelo Professor aposentado do Departamento de Direito Público, Carlos Roberto de Miranda Gomes, a Comissão da Verdade da UFRN instituída em outubro de 2012, atendeu a uma solicitação do Centro Acadêmico Amaro Cavalcanti (CAAC), representação dos alunos do Curso.

Durante quase três anos, oito pessoas trabalharam para “efetivar o direito à memória e à verdade história e apurar as violações praticadas contra os professores, técnicos administrativos e estudantes, em âmbito da UFRN, durante os anos 1964-11985”, conforme explica o Professor Carlos Gomes, na introdução da obra.

O esforço envolveu 27 sessões ordinárias, três audiências públicas e 51 depoimentos, além de recorrer a publicações de Mário Moacir Porto e Otto de Brito Guerra (Edufrn) e consulta a 20 DVD’s do Programa Memória Viva, produzido e veiculado pela TV Universitária.

Um resumo do conteúdo da publicação encontra-se anexo, como forma de subsidiar a mídia quanto aos detalhes técnicos. Mais informações sobre o evento contatar a secretária executiva  da Comissão da Verdade da UFRN, Kadma Lanúbia da Silva Maia, pelos telefones (84) 3342.2317, ramal 119 e (84) 9224.0007.



Relatorio Comissão

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

 DENÚNCIA CATÁSTRÓFICA CONTRA A NOSSA SAÚDE, FEITA POR MÉDICO PRÊMIO NOBEL DE MEDICINA 
Pasmem, Nobel da Medicina afirma que " Farmacêuticas bloqueiam medicamentos que curam, porque não são rentáveis"
 

O estado a que chegou este maldito mundo moderno! Onde quem manda é o deus- dinheiro. Onde está a caridade, o amor ao próximo, o respeito pelos outros?

 

"As farmacêuticas bloqueiam medicamentos que curam, porque não são rentáveis"

O Premio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia a forma como funcionam as grandes farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios econômicos à saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto a cronicidade.


Richard J. Roberts: "É habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores". Foto de Wally Hartshorn
Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos. Para complementar, reproduzimos esta entrevista com o Prémio Nobel Richard J. Roberts, que diz que os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas farmacêuticas que, em troca, desenvolvem medicamentos cronificadores que sejam consumidos de forma serializada. Isto, diz Roberts, faz também com que alguns medicamentos que poderiam curar uma doença não sejam investigados. E pergunta-se até que ponto é válido e ético que a indústria da saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que chega a assemelhar-se ao da máfia.
A investigação pode ser planeada?
Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pelas Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projectos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender.
Parece uma boa política.
Acredita-se que, para ir muito longe, temos de apoiar a pesquisa básica, mas se quisermos resultados mais imediatos e lucrativos, devemos apostar na aplicada ...
E não é assim?
Muitas vezes as descobertas mais rentáveis foram feitas a partir de perguntas muito básicas. Assim nasceu a gigantesca e bilionária indústria de biotecnologia dos EUA, para a qual eu trabalho.
Como nasceu?
A biotecnologia surgiu quando pessoas apaixonadas começaram a perguntar-se se poderiam clonar genes e começaram a estudá-los e a tentar purificá-los.
Uma aventura.
Sim, mas ninguém esperava ficar rico com essas questões. Foi difícil conseguir financiamento para investigar as respostas, até que Nixon lançou a guerra contra o cancro em 1971.
Foi cientificamente produtivo?
Permitiu, com uma enorme quantidade de fundos públicos, muita investigação, como a minha, que não trabalha directamente contra o cancro, mas que foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.
O que descobriu?
Eu e o Phillip Allen Sharp fomos recompensados pela descoberta de introns no DNA eucariótico e o mecanismo de gen splicing (manipulação genética).
Para que serviu?
Essa descoberta ajudou a entender como funciona o DNA e, no entanto, tem apenas uma relação indirecta com o cancro.
Que modelo de investigação lhe parece mais eficaz, o norte-americano ou o europeu?
É óbvio que o dos EUA, em que o capital privado é activo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espectacular da indústria informática, em que o dinheiro privado financia a investigação básica e aplicada. Mas quanto à indústria de saúde... Eu tenho as minhas reservas.
Entendo.
A investigação sobre a saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas.
Explique.
A indústria farmacêutica quer servir os mercados de capitais ...
Como qualquer outra indústria.
É que não é qualquer outra indústria: nós estamos a falar sobre a nossa saúde e as nossas vidas e as dos nossos filhos e as de milhões de seres humanos.
Mas se eles são rentáveis investigarão melhor.
Se só pensar em lucros, deixa de se preocupar com servir os seres humanos.
Por exemplo...
Eu verifiquei a forma como, em alguns casos, os investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença ...
E por que pararam de investigar?
Porque as empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas como em sacar-lhes dinheiro e, por isso, a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação.
É uma acusação grave.
Mas é habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo.
Há dividendos que matam.
É por isso que lhe dizia que a saúde não pode ser um mercado nem pode ser vista apenas como um meio para ganhar dinheiro. E, por isso, acho que o modelo europeu misto de capitais públicos e privados dificulta esse tipo de abusos.
Um exemplo de tais abusos?
Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas.
Não fala sobre o Terceiro Mundo?
Esse é outro capítulo triste: quase não se investigam as doenças do Terceiro Mundo, porque os medicamentos que as combateriam não seriam rentáveis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Primeiro Mundo: o medicamento que cura tudo não é rentável e, portanto, não é investigado.
Os políticos não intervêm?
Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos.

Há de tudo.
Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e eu sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…

18 de Junho, 2011
Publicado originalmente no La Vanguardia. Retirado de 
Outra Política
Tradução de Ana Bárbara Pedrosa para o 
Esquerda.net


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Minha gente, o santo é de barro. Vamos devagar com o andor.
Pois é: Não posso esconder, na minha condição praticamente anônima, a preocupação que me é trazida pelo ronco das ruas.

Há uma situação de insatisfação generalizada – com a perda do poder de compra, com a insegurança, com o desemprego, com a roubalheira, com os péssimos serviços públicos, especialmente na área da saúde pública.

Pra mim, contudo, mais grave, é constatar a ameaça ainda maior que paira sobre o povo brasileiro.

Tem muita gente se assanhando para tirar o melhor proveito possível da insatisfação popular.

Muita gente procurando falar a linguagem que o povo quer ouvir num momento como o atual, mas sem nenhum compromisso com a realidade.

Muita gente (aparentemente) abraçando causas nobres, mas visando tão somente a garantia dos seus próprios privilégios.

Então, pra meia dúzia de anônimos como eu, o lembrete que era feito antigamente para os carregadores das antigas procissões por ruas esburacadas do anterior:

- Vamos devagar com o andor que o santo é de barro.

Sinceramente: Não vejo o impeachment da presidente como solução. [jornalista Paulo Tarcísio, em sua página online]

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Gaeco do Ministério Público da Paraíba realiza a ‘Operação Ajuste’

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB)  realiza na manhã desta quarta-feira (9) a ‘Operação Ajuste’, seguindo a determinação da Justiça para o sequestro de R$ 2 milhões em bens que estão em nome de dois empresários, de empresas potiguares e de um ex-presidente do Laboratório Industrial Farmacêutico do Estado da Paraíba S/A (Lifesa).

Os alvos da operação dos promotores de Justiça que compõem o Gaeco do MPPB fariam parte de um esquema que teria desviado recursos públicos do Lifesa e os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira por equipes do Gaeco. A denominação de ‘Operação Ajuste’ faz uma referência ao “ajuste” nas contas dos investigados, das empresas e do Lifesa, que deu origem às investigações.

Os mandados de apreensão e sequestro estão sendo cumpridos em João Pessoa, na Paraíba, e nas cidades de Caraúbas, Parnamirim e Natal, no Rio Grande do Norte; além de Recife, capital pernambucana. Entre os bens alvos de sequestro estão recursos financeiros em contas bancárias dos investigados, carros de luxo, a exemplo de BMW e Hilux's, além de vários apartamentos e residências localizadas na orla de João Pessoa e em bairros nobres de Natal, Parnamirim e Recife.

Os recursos alvo de sequestro ficarão à disposição da Justiça e, com o cumprimento das buscas, os promotores de Justiça do Gaeco buscam aprofundar as investigações, identificando e tipificando a atuação de cada um dos integrantes do grupo, sendo essa a primeira etapa da operação. [Portal do MPPB > Leia mais]

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Para os quem curtem música de qualidade: o 5° MPBJazz começa no dia 21 de outubro.

Em sua 5ª edição, o evento será realizado em cinco dias em Natal e Parnamirim

Foto por assessoria/divulgação
Consolidado no Rio Grande do Norte como um intercâmbio entre música potiguar e o autêntico Jazz de New Orleans, o 5º MPBJazz anuncia oficialmente as datas do evento para o ano de 2015 e os artistas locais participantes. Serão 12 atrações nos cinco palcos que serão montados em Natal e Parnamirim entre os dias 21 e 25 de outubro. Roberto Taufic Trio, Sergio Groove Trio, Jubileu Filho, Macaxeira Jazz, Anderson Pessoa e Gilberto Cabral, Lene Macedo e Rodrigo Lacaz já estão confirmados.

Além dos cinco dias de evento, outra novidade é a realização de espetáculos também na cidade de Parnamirim. Nos dias 22 e 23 de outubro, o teatro da cidade vai receber artistas potiguares e americanos a preços populares. Nos dias 21, 23, 24 e 25, a Pinacoteca do Estado, o Parque das Dunas e a Cidade das Crianças serão os pontos de encontro da boa música em Natal. Uma apresentação extra em um polo surpresa será divulgado dias antes do evento.

O 5º MPBJazz é uma realização da Green Point, com patrocínio da COSERN, UNIMED NATAL, COLÉGIO CEI ROMUALDO, Governo do Estado, Lei Câmara Cascudo, Prefeitura do Natal  e Lei Djalma Maranhão. O apoio cultural em Parnamirim é da Prefeitura de Parnamirim.

Serviço

5º MPBJazz
Datas: 21, 22, 23, 24 e 25 de outubro
Locais: Teatro de Parnamirim, Pinacoteca Potiguar, Parque das Dunas e Cidade da Criança.
Patrocínio: COSERN, UNIMED NATAL, COLÉGIO CEI ROMUALDO, Governo do Estado, Lei Câmara Cascudo, Prefeitura do Natal  e Lei Djalma Maranhão.
Apoio cultural em Parnamirim: Prefeitura de Parnamirim

Retrospectiva

A proposta MPBJazz segue fiel em promover o intercâmbio musical e abrir as portas para novas parcerias entre artistas potiguares e de New Orleans. Desde 2011, já passaram pelo evento Valéria Oliveira, Simona Talma, Candeeiro Jazz, Duo Taufic, Jazz Street Band, Filarmônica Maestro Felinto Lúcio Dantas (Acari/RN), Antônio de Pádua, The Ella & Louis Tribute Band, Eilleina Dennis, Leon “Kid Chocolate” Brown, Aurora Nealand, Germaine Bazzle, Tricia Boutté, 504 Experience, Michaela Harrison e Jewel Brown.
Relembre o 4º MPBJazz no vídeo.

Larissa Cavalcante
Sollar Comunicação

©2015 www.AssessoRN.com | Jornalista Bosco Araújo - Twitter @AssessoRN

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Nunca mais deites as borras de café para o lixo! Não imaginas o que estás a perder!

20/08/2015

Todos nós temos o hábito de deitar para o lixo as borras de café sem nunca nos ter passado pela cabeça se elas seriam úteis para alguma coisa. Pois a partir de agora vais deixar de o fazer, pois as borras de café têm algumas utilidades fantásticas, e vão-te ser muito úteis em diversos casos.
Ficam aqui algumas dicas para usares as borras de café!
1 – Desentope o lava louça:
É mesmo. À primeira vista o que parece ser um absurdo não o é? Mas as borras desentopem mesmo o lava loiça. Experimenta!
2- Dá um fim às formigas
É só fazer um caminho com a borra já seca e” bye-bye” formigas. Se não quiseres sujar o armário ou outro compartimento coloca num prato pequeno as borras que funciona igualmente. No jardim também consegues dar um fim nelas. Coloca o café coado inteiro em cima delas.
3- Elimina o maus cheiro do frigorífico
Basta colocares num pires as borras dentro do frigorífico. Podes também colocá-las dentro de um pacote de manteiga vazio e fazer uns furos na tampa.
4- Afasta os gatos do jardim.
Se o teu gato não gosta de usar a caixa de areia coloca um prato com as borras de café onde ele costuma ir e troca-o semanalmente.
5- Ótimo esfoliante de pele.
Basta seguires a receita:
1 chávena de borra de café quente
1/2 chávena de açúcar ou sal
1 colher de sopa de azeite
Espalha pela pele em especial pés e cotovelos. Deixa atuar alguns minutos e depois retira.
6- Elimina mau cheiro dos ralos.
Basta colocar meia chávena de borra de café no ralo e logo de seguida 5 chávena de água quente e adeus odor!
7- Adeus cheiro de alimentos nas mãos
Elimina cheiro a peixe, alho, cebola, coentro e muitos mais condimentos. É só esfregar a borra de café nas mãos e sai logo. De seguida é só lavar as mãos.
8- Fertilizante para as plantas
Coloca um pouco da borra de café nas plantas e jardim e elas ficarão mais belas e fortes. Por ser rica em nitrogénio ela é um excelente fertilizante, além de proteger as raízes contra fungos.
Fonte: soutaoboa.com

sábado, 22 de agosto de 2015



De mesa de bar e de economia
Tomislav R. Femenick – Contador, economista e historiador, com extensão em sociologia.


Não sei bem, acho que foi no antigo restaurante Umuarama, lá em Mossoró. O que está registrado na minha memória são só alguns lampejos e o que ainda lembro é que tudo se passou em uma mesa de bar. Seria um sábado ou domingo de manhã. Lá estavam três médicos: César de Alencar, Vicente Moraes e Alcimar Torquato. Eu estava chegando e me dirigia a outra mesa onde estavam Jaime Hipólito e Helder Eronildes. Todos já tinham tomado a “entradeira” de cerveja. Só eu estava atrasado para esse doce mister. Ao mesmo tempo em que as pessoas de cada mesa conversavam entre si, paralelamente ocorria uma conversa entre os grupos das duas mesas. Todos estavam apenas “jogando conversa fora”. Aí o Dr. Alcimar me viu chegando e jogou a pergunta para o meu lado: “O que é que dá valor às coisas? O que é que faz uma cerveja valer tanto, um whisky quanto e uma operação outra quantia?” Nem eu nem ninguém soube esclarecer satisfatoriamente a dúvida.
Foi uma pergunta ocasional, um ato corriqueiro, uma conversa de mesa de bar. Mas foi a despretensiosa pergunta do meu amigo Alcimar Torquato que me jogou nos braços das Ciências Econômicas. Passei alguns meses escarcavelando meus livros, as bibliotecas de Rafael Negreiros, de Canindé Queiros, de Lídio Luciano de Góis e todas as outras que via pela frente, devorando tudo que tivesse algo sobre as varias teorias do valor. Foi o meu período que Rafael Negreiros denominou de “furou valorizante” e Padre Sátiro Dantas de “ex taberna valor”, em um latim propositadamente macarrônico.
Mas, conhecer as teorias não me contentou, pois essas continham premissas científicas que eu desconhecia. Então tive que ir atrás dos seus significados. E nesse afã, nessa busca, entrei de cabeça. Estudei ciências econômicas e fiz especialização na Fundação Getúlio Vargas e mestrado na PUC, ambas de São Paulo. Lá tive como mestres nomes de peso como Paul Singer, Francisco de Oliveira, os ex-ministros Guido Mantega, Walter Barelli e Bresser Pereira, os professores André Franco Montoro Filho, Ademar Sato, Geraldo Muller, Armando Barros de Castro, Eduardo Suplicy e tantos outros. Nas extensões de Sociologia e História, tive como orientadores Octávio Ianni e Fernando Novaes, ambos também versados em economia.
Não menos importante é a lista de colegas ilustres com quem convivi. Antonio Corrêa de Lacerda, ex-presidente do Conselho Federal de Economia, Odilon Guedes Pinto Junior, vereador e ex-subprefeito na capital paulista, Fauzi Tímaco Jorge, consultor de empresas e educador, Roque Cifú Neto, Sebastião Alves Barreto e uma série de outros nomes. Para não fazer feio perante meus ilustres colegas, até já escrevinhei algumas monografias e livros sobre a matéria. Um deles, “Para aprender economia”, já está na 6ª reimpressão da 2ª edição – a primeira teve 5 reimpressões.
E por que hoje estou falando de economia? Simplesmente porque, com toda essa bagagem de estudo – e lá se vão quase cinquenta anos – sobre os vários aspectos das ciências economias, especialmente o monetarismo e as teorias de Alfredo Marshall e sua “equação de Cambridge”, Milton Freidan e sua polêmica visão da missão harmônica da moeda, Irving Fisher etc. não consigo entender a atual política de juros do Banco Central. Se nos Estados Unidos quando a economia diminui o ritmo de crescimento a taxa de juros diminui também, por que aqui, com as empresas devagar quase parando e com um desemprego em passo de corrida, os juros têm que permanecer em um patamar amoral, quase pornográfico? Não me venham com papo xenofóbico ou com ideologias ultrapassadas dizer que as autoridades econômicas brasileiras estão a serviço do FMI, do Banco Mundial e dos bancos internacional. Não. Isso é besteira. Na realidade eu acho que eles simplesmente optaram pelo caminho mais fácil e estão se poupando do “temível” esforço de pensar e não têm coragem para inovar, como Fernando Henrique Cardoso teve para implantar o Plano Real. Sim FHC, pois Itamar, a coisa louca das Alterosas, além de não entender nada de economia ainda medrou e quase foi pressionado a assinar a medida provisória que criou o novo meio circulante nacional. Somente com Real é que o Brasil voltou a ter uma moeda com suas funções básicas: meio de troca, medida de valor e reserva de valor. Não fosse o Real, a crise e o desemprego estariam bem maiores. Mas esse é assunto para outro artigo.
Voltando ao assunto inicial, quem disse que mesa de bar não é cultura?

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Especialista demonstra como espiões podem controlar celulares sem os donos saberem

  • Há 5 horas
BBC
Software que consegue gravar conversas sem que usuário saiba vazou na rede em julho
Técnicas secretas de agências de inteligência para espionar telefones celulares raramente vêm a público.
Mas uma empresa de segurança britânica mostrou à BBC como funciona uma ferramenta vendida a governos de todo o mundo e que vazou recentemente na internet por obra de hackers.
Ela permite que espiões tirem fotos secretas com a câmera de um telefone e gravem conversas com microfones sem que o dono do telefone saiba.
O software, feito pela empresa italiana Hacking Team, foi roubado dela por hackers e publicado na internet.
Praticamente qualquer dado em um telefone, tablet ou computador pode ser acessado pela ferramenta.

Teste

Quando Joe Greenwood, da empresa de segurança 4Armed, viu que o código fonte do programa havia sido colocado na internet por hackers, decidiu testar a ferramenta.
Não foi fácil fazer o código funcionar, mas em menos de um dia o programa já estava rodando.
BBC
Programa também permite tirar fotos sem que dono do celular tenha conhecimento
O software consiste em um console de vigilância, que mostra dados retirados de um aparelho hackeado, e de um malware plantado no próprio aparelho que é alvo do 'grampo'.
A 4Armed destacou que, apesar de o software estar agora disponível na internet, usar a ferramenta para espionar alguém é contra a lei. A demonstração que a empresa fez para a BBC foi feita com o consentimento da pessoa que teve seu telefone hackeado.

Ouvindo isso

Após testar o software em seu computador, Greenwood logo percebeu sua inúmeras possibilidades.
"Você pode fazer download de arquivos, gravar áudios de microfones, imagens de webcam, ver sites visitados e quais programas estão sendo usando e interceptar chamadas do Skype", disse ele.
O software tem até alguns atributos que permitem monitorar pagamentos por bitcoins, mas pode ser difícil associar os pagamentos a um indivíduo sem dados adicionais sobre quando e como as transações foram feitas.
Em uma demonstração ao vivo do sistema, Greenwood mostrou como um telefone infectado com o software poderia gravar áudio do microfone mesmo quando o aparelho está bloqueado e usar a câmera sem que o dono saiba.
"Podemos tirar fotos sem que eles saibam. A câmera de trás fica rodando, tirando fotos de alguns em alguns segundos", explica Greenwood.
Também foi possível ouvir ligações, acessar a lista de contatos e monitorar os sites que o usuário visitou.
Tanto Greenwood como o diretor técnico da 4Armed, Marc Wickenden, disse que estavam surpresos pela simplicidade da interface.
Mas os dois apontam que clientes poderiam estar pagando até 1 milhão de libras (cerca de R$ 5,4 milhões) pelo software e seria de se esperar que ele tivesse uma interface prática, principalmente se a ideia fosse ele ser usado por agentes de segurança durante uma investigação.
Para o usuário que está sendo rastreado, porém, há poucas maneiras de notar que está sob vigilância.
Um sinal de perigo, segundo Greenwood, é um aumento súbito no uso de dados de rede, indicando que informações estão sendo enviadas para algum lugar no plano de fundo do aparelho. Espiões com experiência, no entanto, seriam cuidadosos para minimizar isso e permanecer incógnitos.
Sofwares espiões como estes só costumam ser usados com telefones e computadores que estejam sendo alvo de um agência de inteligência. Segundo Greenwoog, antes de ele vazar, não havia motivos para que pessoas que não eram suspeitas de crimes fossem espionadas.

Pegador de espiões

Mesmo assim, a partir de agora, há mais chances de a versão do spyware distribuída online ser detectada por programas antivírus, porque empresas estão analisando o código fonte que vazou e devem adaptar seus sistemas para reconhecê-lo.
O especialista em segurança Graham Cluley disse que será tão fácil detectá-lo como qualquer outro malware.
"O perigo é que hackers maliciosos peguem o código e o aumentem, ou mudem, para que não se pareça mais com a versão do Hacking Team, o que pode evitar sejam detectados", diz.
A melhor coisa a fazer, segundo Cluley, é manter os sistemas operacionais e os softwares o mais atualizados possível.
Em um comunicado, o porta-voz da Hacking Team disse que está aconselhando seus clientes a não usar o software depois que a falha de segurança foi descoberta e o código fonte vazou.
"Assim que o evento foi descoberto, a Hacking Team imediatamente aconselhou seus clientes a descontinuar o uso daquela versão do software, e a empresa forneceu um caminho para assegurar que os dados de vigilância de clientes e outras informações guardadas no sistema dos clientes ficassem seguras."