sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Catadores receberão R$ 42 milhões do BNDES, diz Haddad. STJ Noticia decisão favorável à cooperativa de radiotaxi

 19 de Dezembro de 2014Data Meio---www.easycoop.com.br
 
Olá, como vai?!
 
Gostaria de dividir contigo algumas notícias importantes para o cooperativismo em todo país. 
 
As cooperativas de taxi conquistaram o reconhecimento da isenção da incidência da COFINS através da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Isso é muito positivo e deve servir como parâmetro para outros segmentos do cooperativismo em todo o país. 
 
Conversamos com o Dr. Fábio Godoy, que foi o advogado nesta ação, e pedimos para ele um artigo explicando passo a passo como tudo se deu e ele nos encaminhou um artigo que abaixo compartilho contigo.
Também gostaria de lembrar que tramitam duas emendas na Medida Provisória 656/2014 que trazem o tratamento tributário adequado para as cooperativas de trabalho de todo País. Uma emenda que trata do PIS e COFINS e outra do IRRF. O autor de ambas é o Deputado Federal Rodrigo Garcia. Elas garantem às cooperativas o adequado tratamento tributário do PIS, COFINS e IRRF.
 
Meu outro destaque vai para o trabalho desenvolvido pelo MNCR (Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis) que realizou a Expocatadores 2014, evento que aconteceu de nos dias 01 a 03 de dezembro no Anhembi/SP.  O evento teve destaque nos maiores meios de comunicação do país, contando com a Presença da Presidente Dilma, Ministros, Secretários de Estado e diversos parlamentares importantes. Mas o que merece destaque é o poder de organização destes cooperados humildes, que são pessoas simples, com sonhos de terem um meio de sobrevivência melhor dia a dia, mas continuando a reciclar materiais. Ver o amor, a garra e a determinação deles é algo que nos enche o coração de solidariedade. Eles estão de parabéns! Mais uma vez mostraram como estão progredindo!
 
Beijos! E segue abaixo as principais notícias do cooperativismo.

Sandra Campos
Presidente
FETRABRAS – Federação Nacional dos Trabalhadores Cooperados
Editora Chefe - Portal e Revista EasyCOOP
Telefone: 11-3256-6009 ou 11-5093-5400
Endereço da sede da FETRABRAS/SINTRACESP
Alameda dos Jurupis, 1005 - CJ 114 - Moema
e-mail: sandra@sindicatodocooperado.org.br
STJ Noticia decisão favorável à cooperativa de radiotaxi
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Taxistas comemoram mais uma vitória após decisão favorável do STJ
Mais uma cooperativa de táxis foi beneficiada pela decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de reconhecer a isenção da incidência da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre os valores pagos pelos passageiros às cooperativas de táxis e repassados a seus taxistas
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Taxistas cooperados estão livres do repasse da Cofins
A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu a inexistência de relação jurídico-tributária que obrigue o recolhimento de Cofins sobre os repasses aos taxistas cooperados dos valores recebidos pelos serviços por eles prestados em nome da cooperativa
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Presidenta Dilma Rousseff participa da solenidade de Natal dos Catadores de Materiais Recicláveis nesta quarta-feira
O terceiro dia da Expocatadores 2014 - evento que acontece de 01 a 03 de dezembro, no Parque Anhembi, em São Paulo, e contou com a presença da presidente Dilma Rousseff, às 10h
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Desafio da economia solidária é tornar o país mais justo, diz secretário
Singer discursou para os quase 1,5 mil participantes da 3ª Conferência Nacional de Economia Solidária (Conaes), aberta hoje (27).
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Catadores receberão R$ 42 milhões do BNDES, diz Haddad
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou a liberação de R$ 42 milhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para reformas de cooperativas de catadores de materiais recicláveis
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Prefeito de São Paulo destaca política de reciclagem adotada em São Paulo em feira de catadores
A capacidade de reciclagem da cidade triplicou com a inauguração de duas centrais mecanizadas de triagem de resíduos e a ampliação da coleta seletiva
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Economia solidária espera fortalecimento por meio de políticas públicas
Marco regulatório que reconheça essa atividade e as especificidades que ela tem é uma das medidas esperadas
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Cooperativa de assentados fornece alimentos para evento beneficente em João Pessoa
Assentados ligados à Cooperativa dos Produtores Nordestinos da Agricultura Familiar (CPNAF), participaram, no último sábado (29), de um evento beneficente em parceria com a ONG Projeto Cidade Criança (Procic) e a Athletic Academia, no bairro José Américo, em João Pessoa
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Unicopas participa do Seminário Direito Humano à Alimentação Adequada e Agricultura Familiar
O presidente da União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias (Unicopas), Luiz Possamai, participou de uma mesa de discussão do seminário "Direito Humano à Alimentação Adequada e Agricultura Familiar" nesta quarta-feira (26)
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Cooperativa usa biodiesel de óleo de cozinha para abastecer caminhões
Combustível é resultado de pesquisas do Centro Universitário de Araraquara. Acácia prevê que a reutilização do material deve gerar uma economia de 50%.
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CAE retoma análise da nova Lei das Cooperativas
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deverá retomar, na terça-feira (9), o exame do projeto de uma nova Lei das Cooperativas, em substituição à atual - Lei 5.764/1971.
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Embu assina convênio e inaugura galpão de reciclagem de produtos eletroeletrônicos
Dando continuidade as inaugurações marcadas para o último sábado, dia 29, a Prefeitura de Embu das Artes assinou parceria com a Cooperativa de Reciclagem de matéria prima de Embu das Artes - Coopermap, e dessa forma foi inaugurado o Galpão de Reciclagem de Produtos Eletroeletrônicos, na rua Oliveira no Jardim Santo Eduardo
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Hospital compra produtos da agricultura familiar do RS
Grupo hospitalar lança edital para aquisição de 27 produtos vegetais higienizados, para chegar aos hospitais prontos para preparo
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Mato Grosso: Proposta zera tributo de cooperativas e associações
As cooperativas e as associações de catadores de materiais recicláveis, consideradas microempresas ou de pequeno porte, podem ter reduzida a zero a carga tributária de ICMS
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Mulheres cooperativistas aprendem a fazer enfeites de Natal
Um grupo de 15 mulheres integrantes do Núcleo Feminino da Coapa, e outras ligadas à cooperativa e ao Sicredi, participou no sábado, 29 de novembro, de um curso de artesanato em feltro.
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Seminário Empresas Recuperadas por Trabalhadores acontece em São Bernardo do Campo (SP)
O Seminário acontece de 11 a 13 de dezembro, no auditório do Centro de Formação Celso Daniel, em São Bernardo do Campo, São Paulo
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Coamo distribuirá R$ 73 milhões dos lucros da safra para agricultores
Primeira parcela das sobras deve ser paga no dia 15 de dezembro. Cooperativa possui mais de 27 mil cooperados no PR, SC e MS.
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Agricultoras de assentamento paraibano aprendem corte e costura
As agricultoras do Assentamento União, localizado no município de Areia, a 122 quilômetros de João Pessoa, no Brejo paraibano, concluíram um curso de corte e costura que é oferecido para as assentadas como alternativa de renda
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São Bernardo planeja reciclar 10% do lixo coletado até 2016
Até o fim de 2016, a Prefeitura de São Bernardo espera reciclar 10% do lixo coletado na cidade.
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eSocial: Receita garante publicação das normas ainda em dezembro 
O Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil e Coordenador do Projeto eSocial, Daniel Belmiro Fontes, confirmou que ainda em dezembro serão publicados tanto a portaria que oficializa o manual e seu anexo I (leiautes dos arquivos), como da liberação da área para qualificação dos colaboradores
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Unisol Brasil promove Seminário em Manaus em busca de parcerias e convergências
A Unisol Brasil, dando continuidade ao seu trabalho de fortalecimento da cultura cooperativista, organizou na terça-feira, 02 de dezembro, em Manaus (AM), o Seminário "Parcerias que fortalecem a economia solidaria amazonense"
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Central Cresol Baser participa do VI Fórum sobre microfinanças na Angola
O Diretor Executivo e responsável pela área de ações estratégicas da Central Cresol Baser, Luiz Tomacheski, participou na última semana, do VI Fórum sobre micro finanças realizado em Luanda na Angola
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Budistas e muçulmanos trabalham em cooperativa de bambu no sul da Tailândia
Um grupo de budistas e muçulmanos trabalham lado a lado em uma cooperativa para fabricar objetos de bambu no conturbado sul da Tailândia, uma iniciativa incomum em uma das áreas mais violentas que vive um conflito que já tirou a vida de mais de seis mil pessoas desde 2004
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Arquitetos ganham cooperativa para financiar escritórios, projetos e empreendimentos 
Parceria entre o CAU/BR e Unicred tem início pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina
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Unicafes dialoga com Secretaria Nacional de Juventude
Membros da Unicafes estiveram na Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) para apresentar as demandas dos jovens rurais cooperativistas na tarde de ontem (25) em Brasília
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014


Operação da PF desarticula rede de tráfico interestadual de drogas

Publicação: 2014-12-16 16:30:00 | Comentários: 0Fonte: Tribuna do Norte - Natal/RN

A Polícia Federal da Paraíba deflagrou nesta terça-feira (16) a Operação Paçaguá, que visa combater o tráfico interestadual de drogas em sete estados do Brasil. Cerca de 80 mandados de busca, prisão e apreensão foram cumpridos durante a ação. No Rio Grande do Norte, foram três mandados cumpridos na cidade de Mossoró, na região Oeste.

De acordo com o delegado Luciano Patury, da Delegacia da Polícia Federal de Campina Grande, a organização criminosa estava sediada em na cidade do interior paraibano, de onde coordenava a distribuição de drogas nos bairros Jeremias, Pedregal, Monte Santo, Malvinas e Bodocondó, além de outros seis estados. "Era uma grande rede distribuição que atuava em todo o interior paraibano e outras cidades do Nordeste. Foram cumpridos mandados no Ceará, Goiás, Maranhão, Pernambuco e Rio Grande do Norte, além do estado do Paraná, na região Sul", explicou ele.

A organização comandava o tráfico na cidade e estava associada a grupos no município de São Bento, no Sertão paraibano, Foz do Iguaçu, no Paraná, além da cidade de São Paulo. "Essa droga vinha principalmente do Paraná, por meio da cidade de Foz do Iguaçu, e do estado de Mato Grosso do Sul. O material era trazido em caminhões escondido em cargas, ou em veículos de pequeno e médio porte, escondidos em fundos falsos", disse o delegado da PF.

Ainda segundo Luciano Patury, em Campina Grande funcionava o centro da organização, que tinha bases nos demais estados. Em Mossoró, foram cumpridos três mandados de prisão, busca e apreensão. "Todos os mandados previstos para Mossoró foram cumpridos. A droga que ia para lá atendia ainda cidades menores que ficam próximas e outras cidades da Paraíba e do Ceará", contou ele.

Ao todo, dos 49 mandados de prisão, 36 foram cumpridos. Houve ainda 27 mandados de busca e apreensão emitidos, com 26 execuções, e quatro mandados de condução coercitiva, sendo três cumpridos. "Conseguimos apreender 93 quilos de maconha, além da prisão em flagrante de um homem que estava com arma de fogo sem registro e uma pequena quantidade de crack", disse Patury. Além do material, foram apreendidos também um dois carros e cerca de R$ 14 mil.

A investigação foi coordenada pela Delegacia da Polícia Federal de Campina Grande e contou com o apoio da Delegacia da PF de Patos, na Paraíba, sendo iniciada há um ano e meio. Até o momento, foram apreendidos 270 quilos de cocaína e crack, além de uma tonelada de maconha, com 28 pessoas presas durante o período.

O inquérito, de acordo com o delegado, tem o prazo de 30 dias para ser concluído, podendo ser prorrogado por mais 30 dias.

O nome da Operação Paçaguá refere-se ao termo da língua indígena tupi-guarani relacionado ao instrumento de pesca, composto por uma pequena rede na extremidade de uma vara, utilizado para recolher grandes peixes fisgados com o anzol. Todos os detidos serão encaminhados para o Sistema Prisional da Paraíba e irão responder pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico de drogas e organização criminosa armada.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Como é bom viajar de avião e almoçar fora!

domingo, 7 de dezembro de 2014

A Visita ao Parque

Geraldo Pereira

          Eu estava no aeroporto, aguardando o embarque para São Paulo, de onde escrevo agora, observando a gente que comigo esperava o pássaro de aço, como se dizia outrora. Pois é, caríssimo leitor, tudo mudou! Há muitos anos atrás, estive nessa mesma estação de passageiros levando um primo meu, porque uma viagem de avião era um acontecimento na família. E lá fomos nós, seus parentes, primas e primos, tias e tios, desejar-lhe boa viagem. Lembro bem que ele vestia paletó e gravata, sendo admirado por isso, por sua elegância, por seu porte. Acho até que os parentes de Campina Grande vieram para o embarque! Pois é, dessa vez notei que havia passageiros de bermuda, mal vestidos, quase diria, rasgados e sujos.

Mas, foi uma viagem ótima, embora às 22 horas, chegando em São Paulo ai pelas 2 horas da manhã, contando o fuso horário, que muda as horas do Recife pra cá. Por aqui, temos sido muito bem tratados (eu e minha mulher), pela filha e pelo genro, mas também pelo neto Pablo, às voltas com uma nova ida à Espanha, terra na qual viu o sol pela vez primeira. Ele está ótimo, em sua fase de menino aos 5 anos de idade, preparando-se já para novo aniversário, o que lhe deixa muito feliz e muito animado. O bom é que na escola em que estuda, o Colégio Internacional Anhembi Morumbi, já se pode concluir que é para a matemática as suas inclinações maiores. É capaz de fazer contas de cabeça, me diz o pai, meu genro, comparando o filho ao irmão, que continua por lá, na chamada Península Ibérica.

A beleza dessa aprazível viagem foi a ida hoje ao Parque do Ibirapuera, cujo bosque eu pensei que conhecia, porque tinha estado há muitos anos aqui. Não conhecia! Fiquei deslumbrado com o verde que se mantém assim, malgrado os prédios do entorno e sobretudo maravilhado com o espelho d’água, no qual nadavam patinhos, gansos e cisnes da mais bela plumagem. Aquilo lá é de tal forma relaxante, que se o passante sentar naquela beira e ficar apreciando as aves e a água que se movimenta ao sabor do nado dos animais anfíbios, com toda certeza há de receber os influxos dos espíritos do bem. Uma tranquilidade! Uns andavam, caminhavam nas pistas de Cooper, outros usavam a bicicleta como meio para gastar as calorias e havia quem apenas olhasse o ambiente em volta.

Na Avenida Paulista muita gente pra lá e pra cá, passeando e andando. Um movimento saudável, especialmente porque os ares estavam na faixa do verde; isto é, a poluição recuara um pouco, deixando em paz os viventes desse mundo de meu Deus. Depois, o almoço no Restaurante Mineiro, um tutu bem dosado e mais do que abundante, alimentando gregos e troianos. Assim é bom, vale a pena almoçar fora!

 
 
(*) Um texto escrito em São Paulo, a terra da garoa, na feliz hospedagem em casa de minha filha, merecendo a delicadeza de meu genro e os afetos de meu neto. O leitor que fizer essa leitura, pudendo, comente. O autor gosta disso!

Um comentário:

  1. Meu caro acadêmico Geraldo,
    Admiro seu lirismo ao relatar os fatos do seu entorno. Sejam eles do pretérito ou do presente, como é o caso da crônica de hoje. Sabe, gosto do seu neto Pablo, como se diz popularmente, "de graça". Seu amor por ele sempre transparece nos seus escritos e me contagiou.
    Lembro da sua partida para São Paulo e o tanto que tal evento custou ao seu emocional. Escrevi por aqui algo na vã tentativa de consolá-lo.
    De resto, amigo, um conselho: cuidado com o colesterol mineiro. É de lascar o cano! Silvio A. Costa.
Administração não rima com emoção
Tomislav R. Femenick – Contador, Mestre em Economia e sócio do IHGRN.

No início dos anos 1970 tomei conhecimento de um dos grandes livros escritos no século XX e que bem retrata a alma do povo brasileiro. Trata-se de “Tristes Trópicos”, do pesquisador francês Claude Lévi-Strauss, que é considerado o pai da antropologia moderna. É um relato de suas viagens pelo interior do Brasil, realizadas nos anos 1930, quando o jovem professor veio ao nosso país para lecionar na recém-criada Universidade de São Paulo. O livro, em edição francesa, estava sendo lido pelo meu padrasto, Xavier Vieira, um poliglota, jurista, matemático, filósofo, teólogo e poeta, uma das maiores culturas que conheci, porém acomodado em um alto cargo do Banco do Brasil, na capital paulista.
            Mas o que importa é o livro e voltemos a ele. Na sua obra, por vias indiretas Lévi-Strauss descreve a alma do nosso povo. Seriamos uma nação ciclotímica, ao mesmo tempo triste e alegre, cordata e que se envolver em disputa; um padrão de personalidade caracterizado por períodos de excitação e euforia, que se alternam com tristeza e inatividade.
            Esse grande livro veio-me a mente quando recentemente me detive sobre a maneira como os homens públicos e os executivos da iniciativa privada dirigem o país: com a emoção e não com a razão. Essa maneira de ser de nós brasileiros nos mais das vezes nos leva a situações de desconforto, se não desastradas. A nossa história recente está cheia de exemplos: o golpe de 1964 foi consequência de um movimento para garantir a democracia e terminou em uma ditadura, a eleição de Collor foi contra os marajás e derivou para o esquema de P. C. Farias, a CPI da Petrobras foi instituída para evidenciar os escândalos na estatal e culminou na inocência de todo mundo, o iluminado Eike Batista era na verdade um tremendo apagão, a presidente da República trata seus ministros e outros altos escalões do governo como se fossem seus capatazes – e elegem os que ela gosta e os que deles desgosta. Exemplos desse nosso procedimento errático há muitos.
            O pior de tudo é quando esse estado de coisa impera na iniciativa privada. Muitos dirigentes de empresas tratam suas organizações como se fossem feudos. Sua maneira de se relacionar com os outros executivos e empregados são como se eles fossem simples agregados à sua Casa Grande, numa atitudes de prepotência, desrespeito e arrogância que espalha clima de medo e receio de perda de cargo ou de emprego. Esse tipo de liderança é o mais deletério que se pode ter no cenário empresarial, pois inibe o poder criativo que todas as pessoas têm e, sem criatividade, a empresa estagna no tempo, na sua qualidade e no seu poder de competitividade, dando vez a que os concorrentes ocupem todo o mercado.
            Porém não se deve confundir as coisas. Os dirigentes empresariais devem sim tomar atitudes firmes na condução de seus negócios. Cobrar desempenho, cumprimento de metas em prazos certo; cobrar resultados. Ai é que está o problema: a maneira de agir é que faz a diferença. Como fazer as cobranças, como impor os procedimentos corretos sem incorrer no erro da impropriedade?
            A meta principal de toda organização mercantil é ser economicamente produtiva, moderna e socialmente viável. As pressões são necessárias para se atingir esse alvo, porém as empresas “são construídas com base na confiança, que, por sua vez, é construída com base na comunicação e na compreensão mútua”, como diz Peter Drucker, um dos papas da moderna administração de empresas.
            Como compreensão mútua não se consegue na base do grito, há que se administrar com a razão e não com a emoção.


Tribuna do Norte. Natal, 14 dez. 2014.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Cenário inusitado
“O que deve ser globalizado é a civilização, não o capital”. (Perry Anderson, historiador)
(*) Rinaldo Barros
Estamos assistindo aos primeiros clarões da alvorada de uma nova era política.

Com a “marolinha” disparada lá na economia estadunidense atingindo em cheio a economia mundial; já há alguns anos, temos uma nova realidade político-econômica no Brasil, em toda América Latina e Caribe, como de resto em todo o planeta. Certamente, com nova lógica e novas relações entre os mesmos atores.
Diante desse quadro, o “remédio” adotado, até esta data, pelo PT governo, é ineficaz e em desacordo com a gravidade e abrangência da crise. E vai continuar, com o monetarista liberal conservador, Joaquim Levy (“o chefe da CIA na direção da KGB”). O maior equívoco tem sido a redução do IPI dos veículos. Implica na redução do FPM, um empurrão para a falência dos municípios. Um tiro no pé.
Sabemos que a crise não é meramente conjuntural, abala a estrutura do sistema. Neste sentido, (re) atualiza-se o pensamento marxiano “o limite do capital é o próprio capital”. Ou seja, está provado que a voracidade da ganância não pode ser deixada sem controles públicos, sob pena de transformar-se numa tormenta, na qual o risco de sucumbir ameaça a todos.
Em verdade, penso que nossos governantes, gestores, parlamentares e intelectuais, assim como, todos os homens de boa vontade, estão obrigados a repensar o nosso tempo.
Faz tempo que estamos pensando a partir do que já foi, e já não é mais.
Entendo que, neste início de Milênio, não estamos atravessando apenas mais um momento de turbulência. Estamos dentro do olho do furacão. Vejamos.
A história contemporânea nos levou ao término da onda industrial, à universalização da sociedade da informação (dominada pelo grande capital financeiro internacional), ao crescimento extraordinário dos fundos de previdência e aos lucros astronômicos das grandes instituições financeiras, fenômeno que fez explodir o estoque de recursos financeiros disponíveis, dos quais uma boa parte tem se destinado a perigosas especulações de curtíssimo prazo.
Falo do “capital volátil”. Um dinheiro sem pátria, ganancioso, sem coração nem coloração política, que quer ganhar muito e, se possível, muito rapidamente. Algumas fontes chegaram a estimá-lo em mais de 30 (trinta) trilhões de dólares. Com um poder diabólico.
Nada deste dinheiro é investido para aumentar a qualidade de vida, não há interesse em acabar com a fome, nem preservar o meio ambiente, nem desenvolver qualquer economia, além de ser incontrolável.
É a especulação pura e simples, a busca insensata do lucro máximo.
O atual sistema político e financeiro do mundo é, sob qualquer ângulo que se analise, insustentável. Um sistema que reproduz um padrão de desigualdade brutal, vitimizando milhões de seres humanos, condenando a população da vasta maioria dos países a uma existência física abaixo da linha da pobreza.
O que criticamos é o tipo de globalização produzida (hoje, sob hegemonia do capital financeiro, fundado na especulação), geradora de exclusão social, miséria, ignorância, violência, criminalidade, e crises.
E, pior, geradora do desemprego estrutural, com o desaparecimento de postos de trabalho.
Falo do monetarismo, uma política econômica assumida e praticada, de forma consciente, em detrimento do processo de desenvolvimento sustentável e includente.
A atual crise financeira, que pode transformar-se em uma grande depressão econômica mundial, escancara o fracasso da teologia do livre mercado global descontrolado e obriga, inclusive, o governo norte-americano, a escolher ações públicas esquecidas desde os anos trinta: presença do Estado - como indutor do desenvolvimento - na economia e na sociedade.
Ou seja, tudo indica que é preciso caminhar na direção da estrutura de um novo Modo de Produção, no qual o lucro não será mais o único parâmetro mas, isso sim, o mercado combinado com os valores de cada segmento social, fundado no conhecimento e na tecnologia, dialogando soberanamente com o Estado.
Resumo da ópera: estamos inaugurando um cenário inusitado para todos os aspectos da vida, afetando todas as dimensões da condição humana. É o fim de um ciclo.
À exceção apenas aqui do patropi, é claro. No Pindorama tropical, essa encrenca toda não passa de uma “marolinha”. Nada que o Bolsa-família e o Pronatec não resolvam.
Pois, sim!
 (*) Rinaldo Barros é professor – rinaldo.barros@gmail.com

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Uso de plantas medicinais em comunidade indígena é destaque em encontro na UFPB 

   
Adicionar estrela  3 de dezembro de 2014 20:07

Foto: comunicaçãosesai-pb

O poder das plantas medicinais e a necessidade de preservar os recursos ambientais, premissas para que um  grupo se reunisse por toda a última sexta-feira (28), no XX Encontro de Plantas Medicinais Utilizadas na Atenção Básica, realizado no Centro de Treinamento dos Servidores da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa (PB),  representado pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Potiguara com palestra da enfermeira Teresa Silma Nunes Alves sobre o uso de plantas medicinais na comunidade indígena da região.

“Defender o que Deus nos deu, não podemos recuar, temos consciência de avançar com sabedoria”, disse a professora-doutora Maria Salete Horácio da Silva, que coordena e está à frente do Centro de Defesa do Saber Popular em Saúde da Paraíba (CEDESPS/PB), promotora do encontro, que tem ainda o objetivo de divulgar as terapias integrativas e complementares visando a promoção e preservação da saúde no âmbito familiar e desenvolver a defesa do saber popular em saúde com intercâmbio técnico e científico interdisciplinar.

Na exposição da representante do DSEI Potiguara, a enfermeira Teresa Silma destacou a atuação do “Grupo Amor de Planta Medicinal Potiguara”, que tem fortalecido a identidade indígena, enriquecendo a cultura e a valorização dos saberes da comunidade Potiguara, grupo criado em 2012, na aldeia Jaraguá, no Polo Base de Rio Tinto, iniciativa do cacique Anibal.

O grupo da aldeia Jaraguá vem se fortalecendo com a participação da comunidade indígena da região, com representantes da aldeia Forte (Baía da Traição) e aldeia Três Rios (Marcação), além de profissionais da equipe multidisciplinar de saúde indígena (EMSI) do DSEI, com ênfase dos técnicos da  Divisão de Atenção à Saúde Indígena (DIASE) do Polo Base de Rio Tinto, e  apoio técnico do Centro de Defesa do Saber Popular em Saúde da Paraíba (CEDESPS/PB). 

Teresa Silma ressaltou, ainda, das reuniões que são realizadas mensalmente na aldeia Jaraguá  com o objetivo de desenvolver as atividades e aperfeiçoar os conhecimentos com as plantas medicinais que são encontradas na terra indígena Potiguara.  “A natureza é elemento supremo sendo expressão da criação divina, onde as plantas  fazem parte desse universo”, observou a enfermeira Silma e explicou que a Mescla, a Jurema e o Alecrim são consideradas ervas ‘sagradas’ pelo povo Potiguara, sendo, inclusive, usadas nos rituais do Toré e em pedidos de proteção.

Mais de quinze participantes estiveram no encontro, entre os quais sete enfermeiras e uma estudante de Enfermagem, que teve ainda outras apresentações, como o da enfermeira Cleonice Oliveira dos Santos, enfocando que o próprio governo brasileiro, valorizando a sabedoria popular, criou o Programa de Práticas Integrativas e Complementares para serem utilizadas pelo SUS e entre elas está a Fitoterapia que utiliza as plantas como base para a fabricação de remédios com eficácia comprovada cientificamente através de pesquisas. Na ocasião, ela explicou os efeitos da planta medicinal Cana-do-brejo,  anti-inflamatório, indicado principalmente em casos de inflamação no trato urinário: rim, bexiga, uretra (nefrites, uretrites), e popularmente conhecido por apresentar efeitos depurativos e diuréticos.

Em outro momento, a enfermeira Elinalda Felipe da Silva abordou as indicações terapêuticas do Alecrim Pimenta, no combate a acne, aftas, caspa e piolhos, fungos, impingem, inflamação na boca e garganta, higiênico, reduzindo o cheiro dos pés e axilas, como o pano-branco e a sarna-infecciosa, e que os constituintes químicos lhe conferem forte ação antisséptica contra fungos e bactérias.

Testemunho

Solicitando uma intervenção, a indígena da aldeia Jaraguá, Maria das Mercês Lima, a Dona Lenita como é reconhecida na comunidade, agradeceu a ajuda pelo tratamento que recebeu na cura de um problema em seu joelho. “Graças a Deus estou boa, fiquei sem andar, mas a planta me curou, sem precisar de cirurgia”, testemunhou emocionada, acompanhada da neta Maria Fernanda, de 10 anos. A presença da criança, ela disse que é mais um incentivo para  aprender os valores de seu povo.

Ao final do encontro, a professora Salete deu uma aula prática produzindo uma alcoolatura com associação das plantas medicinais: Alecrim Pimenta, Rabo de Raposa e Nim, de ação antimiótica e antiinflamatória, tendo como veículo aguardente de cana, indicado para o uso de sarnas, frieira, axilas, chulé e higienização íntima para homem e mulher. [por Comunicação DSEI Potiguara/Sesai-PB/MS]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 12/02/2014 09:05:00 PM