domingo, 11 de agosto de 2013

E tome cachaça!


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Tendência| 27 de março de 2013 | 9h 40

Cachaça está cada vez mais valorizada e já são 40 mil produtores com capacidade para 1,2 bilhão de litros

Setor dominado por pequenos produtores aproveita momento de evidência da bebida para aumentar o lucro
GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME

Janice Prado/Divulgação
Janice Prado/Divulgação
Evandro continua com a tradição familiar
 Antes carregada de conotações negativas, a cachaça passou por um processo de valorização e atingiu status de bebida premium. O reconhecimento como produto genuinamente brasileiro por parte dos Estados Unidos, que ocorre no próximo dia 11, é visto, inclusive, como um meio de preservar mercado para os fabricantes nacionais do famoso destilado. 

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As estimativas do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) são de que o País tem capacidade instalada para produzir 1,2 bilhão de litros, possui quatro mil marcas e 40 mil produtores – 99% são de pequeno porte. Mesmo sem dados estatísticos sobre faturamento, o presidente da diretoria executiva do instituto, Vicente Bastos Ribeiro, afirma se tratar de um segmento em ascensão.
De acordo com Ribeiro, a cachaça era barata e ninguém queria ter sua imagem associada ao produto. Mas nos últimos cinco anos, ocorreu um processo de valorização da bebida, resultado de uma combinação de fatores. O interesse do consumidor por produtos brasileiros autênticos aumentou e os produtores se esforçaram para melhorar a qualidade do produto.
Além disso, mesmo com o rótulo artesanal, as marcas de destaque não pararam no tempo e investem em tecnologia para trazer mais profissionalismo à produção. É o caso, por exemplo, do fundador da cachaça Vale Verde, Luiz Otávio Pôssas Gonçalves, conhecido por idealizar a cerveja Kaiser e a água de coco Kero Coco.
“O que acontece comigo parece destino. Sempre mexi com bebida. Quando fundei a Kaiser, estudei fermentação na Alemanha. Eu já tinha um alambique para fazer cachaça para consumo próprio, então resolvi aprimorar o produto e o público foi se interessando”, conta. Interesse que rendeu R$ 4,5 milhões de faturamento em 2012 – cifra que o empreendedor espera aumentar para R$ 5,4 milhões neste ano.
O negócio de Gonçalves funciona em Betim, Minas Gerais. Tradicionalmente, o estado sempre foi famoso por suas cachaças, mas não é a única região do País onde despontam produtores de sucesso. “O Brasil inteiro fabrica cachaças incríveis. O que importa é a qualidade e não de onde ela veio”, destaca Vicente Ribeiro.
Prova disso é a empresa Weber Haus, localizada em Ivoti, no Rio Grande do Sul. O negócio exporta para sete países e cresceu 30% em 2012. “Somos uma empresa pequena, que trabalha com valor agregado e não com quantidade”, diz o diretor Evandro Luis Weber. De origem alemã, a família sempre trabalhou com destilados. “Como temos parentes que ainda vivem na Alemanha, temos facilidade de trazer a tecnologia de lá para melhorar a qualidade da bebida”, afirma o empresário.
Recentemente, a Weber lançou o Lote 48 – o destilado passou seis anos em carvalho francês e mais seis em madeira de bálsamo – com edição limitada de 2 mil garrafas numeradas. O preço, aliás, sobe na medida em que o estoque da bebida diminui. A garrafa número 1.999 custou R$ 701 e a número 2, por exemplo, R$ 2.699. A unidade 2000 ficará no acervo da empresa e a número 1 será leiloada.
Exportação
Com a proximidade dos grandes eventos esportivos no País, a bebida deve ganhar ainda mais popularidade no exterior. O que vai ser muito bom para o segmento ganhar mercado de uma maneira geral.
Por enquanto, menos de 1% da produção é direcionada para fora do Brasil. Em 2012, foram exportados 8 milhões de litros, o que gerou receita de US$ 14,9 milhões. A Casa Bucco, de Bento Gonçalves, já exporta para Suíça e Alemanha e negocia com os Estados Unidos. “O Brasil está em evidência e a bebida brasileira é a cachaça”, reforça Moacir Menegotto, um dos sócios. 

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Iedo Fiúza era quem conhecia as disponíveis do Rio de Janeiro

As amantes de Getúlio

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Um sujeito prepotente, egoísta, que nutria um grande apreço por si próprio e, ao mesmo tempo, um desprezo total por outras pessoas – inclusive amigos. A frieza que pontuou a trajetória do ex-presidente Getúlio Vargas (1882–1954) foi quebrada por uma única pessoa, teoricamente bem mais inofensiva do que a imprensa livre ou qualquer outro adversário que cruzou o seu caminho. Aimeé Lopes, uma paranaense elegante e culta, que viajava com frequência para a Europa e dominava seis idiomas, entrou na vida de Vargas em 17 de abril de 1937. O presidente – que completara bodas de prata ao lado de dona Darcy, casada com ele desde os 15 anos – não resistiu ao charme de Aimeé, esposa de seu amigo e oficial de gabinete Luiz Simões Lopes, que mais adiante viria a presidir a Fundação Getúlio Vargas por quase cinco décadas. Naquela data, o homem mais poderoso do País escreveria em seu diário a primeira de cerca de 20 citações que fez à amante: “Ocorrência sentimental de transbordante alegria”. Mais: dizia-se “um homem no declínio da vida... banhado por um raio de sol”. No livro “Os Tempos de Getúlio Vargas” (Topbooks), o escritor soteropolitano José Carlos Mello não só crava o romance que corria a boca pequena como deixa claro que Aimeé feriu o coração de Vargas. “Aimeé não o amou. Na sua juventude tinha fascínio por ser amante da autoridade máxima do País”, diz o autor, 69 anos, que há 20 pesquisa a vida do gaúcho de São Borja. “Ela não queria se casar, ter filhos, pretendia uma vida livre não compatível com a sociedade da época.” Mello se debruçou por três anos sobre as 1.257 páginas do diário do “pai dos pobres” com o intuito de apresentar uma história mais verdadeira do que ficcional sobre Vargas.
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"Virgínia Lane não foi além de uma companhia
para o político, que beirava os 70 anos"

José Carlos Mello, escritor

O trunfo de seu livro, não menos caudaloso (600 páginas), é detalhar a faceta menos discutida do estadista, especialmente a sua vida íntima e o seu leque de amantes. Mulherengo, o todo-poderoso líder gaúcho contava com os préstimos do amigo Iedo Fiúza, que foi prefeito de Petrópolis, para dar as suas escapadas. “Fiúza sabia onde estavam os melhores endereços para trazer calma ao presidente, conhecia as mais discretas garçonnières da cidade”, escreve o autor. E não foram poucos os episódios de infidelidade. Os “amores mercenários”, como Vargas se referia às amantes, provocavam ciúme em sua esposa. As saídas dele com Fiúza aconteciam à noite ou mesmo no meio da tarde. O pretexto mais frequente: inspeção a obras rodoviárias. “Não imagino a esposa do presidente indo além de um chilique com o marido. Ele a mandaria de volta a São Borja, se ela passasse dos limites”, diz Mello sobre Darcy, que assistiu ao casamento definhar e se resumir a partidas de dominó e pingue-pongue.

Nos três últimos anos de vida, Vargas remediava o marasmo de seu matrimônio falido nos braços da atriz Virgínia Lane ou, nas palavras dele, “a vedete do Brasil”, cujas pernas eram uma mania nacional. “Ela não foi além de uma companhia para o político, que beirava os 70 anos naquela época”, diz Mello. Os encontros do casal aconteciam no apartamento de Virgínia, em Copacabana.

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"Ocorrência sentimental de transbordante alegria. (sou) um
homem no declínio da vida... banhado por um raio de sol"

Getúlio Vargas, em seu diário, sobre o início da relação com Aimeé Lopes

O presidente entrava de carro pela garagem e o condutor, um tenente, o aguardava. Para a atriz, que irá completar 92 anos este mês, Vargas foi um grande amor que a estimulou a estudar direito. Na avaliação de Mello, contudo, Aimeé, que morreu aos 104 anos, em 2006, merece o título de grande paixão do presidente. Juntos, os dois cavalgavam e caçavam em bosques. Trocavam olhares provocativos em eventos. O romance atravessou os anos 1937 e 1938 e terminou por iniciativa da paranaense, que optou por se divorciar do marido e abandonar o amante. Não era uma mulher de vínculos.

Sem a “bem-amada”, como Vargas se referia a ela, até mesmo os amores mercenários deixaram de encantá-lo. Assim Vargas registrou para a posteridade a importância de Aimeé: “Vou a uma visita galante. Saio um tanto decepcionado. Não tem o encanto das anteriores. Foi-se o meu amor, e nada se lhe pode aproximar.” Seu coração parara de bater muito antes que ele atirasse contra o próprio peito e colocasse fim à vida em 1954.

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CASAMENTO
Darcy Vargas sentia ciúme dos “amores mercenários” do marido:
partidas de dominó e pingue-pongue foram o que restou da

sábado, 10 de agosto de 2013

A questão das drogas: o álcool.

COMBATE ÀS TREVAS – XII
(A QUESTÃO DAS DROGAS: O ÁLCOOL)
   Eduardo Gosson*

Das drogas lícitas o álcool é a mais antiga, remonta a 3.500 a.Cristo na região do Oriente Médio e a 6000 a. C. na Mesopotâmia. No texto bíblico, o primeiro cachaceiro foi Noé que tomou grandes porres com o vinho  das uvas por ele plantada. Na velha Roma o vinho era parceiro das orgias e bacanais. Roma tinha dois comportamentos: rigor  na vida pública e devassidão na privada. O poeta Ovídio conheceu o exílio por ter escrito o livro A Arte de Amar, hoje considerado leve face os valores atuais.
Hoje o jovem é incentivado  a beber desde cedo: família e mídia. Na ânsia de não ficar para trás é empurrado para os braços da bebida. Não sabe ele: de cada 100 jovens 10 desenvolverão o vício. Estima-se que o álcool afeta 15% da população, acarretando elevados custos para a sociedade. A indústria do álcool movimenta 3,5% do Produto Interno Bruto – PIB e o governo gasta 7,3% para cuidar do problema. Dinheiro este que poderia ser investido em  educação ou moradia popular.
Por esse e outros motivos advogamos que o álcool deveria ser abolido da nossa sociedade, a exemplo da Arábia Saudita onde é rigorosamente proibido ( o Alcorão não permite). Estrangeiros que são pego bebendo, imediatamente eles colocam dentro do avião e mandam de volta para o país de origem. Poder-se-ia perguntar:
                    - Por que tamanho radicalismo?
                     - Porque o ser humano até hoje não entendeu o valor da delicadeza e da democracia. A única linguagem que a humanidade entende é a da dureza. Já imaginou se um país como a China, com uma população de 1 bilhão e 500 milhões de habitantes, implantasse a Democracia? Simplesmente  deixaria de funcionar e não estaria na Vanguarda deste Terceiro Milênio. A Democracia implantada no Brasil desde José Sarney resolveu os problemas básicos: saúde,  segurança e educação?

*Eduardo Gosson é poeta. Preside a União Brasileira de Escritores – UBE/RN

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Doença hereditária rara, cega em semanas.

CIÊNCIA

Família brasileira vítima de cegueira repentina intriga médicos há 12 anos

Cientistas buscam entender melhor neuropatia óptica hereditária de Leber, que atinge 44 membros de uma família no Espírito Santo. Mais de uma década após início do estudo, evitar que doença se manifeste ainda é desafio.
Um dos maiores estudos genéticos do mundo em número de pesquisados na área de oftalmologia começou graças ao esforço de uma mãe em busca da cura para a doença do filho. Em 2001, quando tinha 54 anos, Maria Odete Moschen incumbiu-se da missão de buscar tratamento para a chamada neuropatia óptica hereditária de Leber (NOHL), que acometeu seu único filho, na época com 14 anos. Ele perdeu praticamente toda a visão em uma semana. A mulher entrou em contato com centenas de pesquisadores e instituições de pesquisa no mundo, até que encontrou os autores do estudo que completará 12 anos em setembro.
Os Moschen vivem entre Santa Tereza, Colatina e Vitória, no Espírito Santo. Eles são a família com o maior número de vítimas da doença no planeta: 44 pessoas afetadas, das quais 12 são mulheres. A doença é considerada rara pelos médicos. Um em cada 8.500 indivíduos desenvolve o problema, segundo a Fundação Internacional para Doença do Nervo Óptico (Ifond, na sigla em inglês). Ela é transmitida pelos genes apenas por mulheres e se desenvolve, na maioria dos casos, em homens entre 18 e 30 anos. De acordo com os pesquisadores, a população feminina geralmente é atingida de forma mais branda e em menor número.
Por que alguns portadores do gene defeituoso desenvolvem a doença e outros não, ainda é um enigma que o trabalho realizado em parceria entre a Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, a Universidade de Bologna, na Itália, e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tenta desvendar.
Busca por tratamento
Quem sofre desta síndrome para de enxergar de forma inesperada. Sem sintomas prévios ou dor, o olho deixa de identificar as imagens. Dentro de semanas ou, no máximo, em poucos meses, a pessoa perde completamente a visão dos dois olhos. "É como se o fio que liga a televisão à tomada de energia elétrica arrebentasse repentinamente", explica Rubens Belfort Junior, chefe da pesquisa no Brasil. "Uma vez afetado, não tem tratamento, não tem cura, não adianta cirurgia, não adianta nada", enfatiza o médico.
Maria Odete Moschen mandou e-mail para mais de 250 centros de pesquisa em busca de cura para o filhoMaria Odete Moschen mandou e-mail para mais de 250 centros de pesquisa em busca de cura para o filho
O problema é causado por uma disfunção na mitocôndria – organelo celular responsável pela geração de energia e oxigenação das células do corpo. Quando a pessoa desenvolve esta alteração genética, o nervo óptico deixa de transmitir informações para o cérebro. "As células da retina e do nervo se auto-lesam e param de funcionar", descreve o pesquisador. A parte externa do olho do paciente não sofre qualquer tipo de alteração.
Foi o que aconteceu com o filho de Maria Odete. Em 2001, Pedro Henrique passou a ter notas baixas na escola. "Quando fui conversar com ele, disse que não estava enxergando nada", conta. Em uma semana, o adolescente perdeu praticamente toda a visão dos dois olhos, e um mês depois foi diagnosticado com NHOL"O médico disse que eu teria que aceitar, mas eu respondi que não iria me conformar em ver o meu único filho com uma doença dessas e não buscar uma solução."
Sem saber usar a internet nem falar inglês, Maria Odete enviou mais de 250 e-mails contando a história da família a pesquisadores e instituições de todo o mundo. Entre julho e agosto de 2001, a mensagem enviada contava que o filho de Odete era o trigésimo da família a ter a doença. A Ifond entrou em contato para iniciar um trabalho de pesquisa. Hoje, Pedro Henrique mantém parte da visão e é professor de Educação Física.
Em setembro de 2001, três meses depois do diagnóstico de Pedro Henrique, uma equipe de 14 pesquisadores desembarcou em Vitória. O objetivo era iniciar o trabalho de investigação para tentar descobrir as causas e tratamentos da síndrome hereditária. No total, o mapeamento genético contou com amostras de 320 pessoas da mesma família, inclusive de parentes já mortos. Todos os 296 familiares vivos fizeram testes de DNA mitocondrial, que identifica a disfunção genética. Os resultados sentenciaram que 135 membros da família Moschen vivos carregam a alteração que pode desenvolver a neuropatia óptica hereditária de Leber.
"Fizemos mapeamento epidemiológico, genético, fatores de risco e conseguimos identificar as diferentes gerações da família", recorda Belfort. "Agora estamos desenvolvendo técnicas diagnósticas mais apuradas, que permitam identificar que o indivíduo está perdendo a visão antes que ele próprio perceba". Os cientistas descobriram fatores de risco que podem desencadear o problema, como cigarro e álcool. Também criaram exames clínicos para identificar os sinais que antecedem a perda da visão.
Uma equipe de investigadores italianos quer entender a transmissão genética da síndrome. Eles analisaram cerca de 110 pessoas na Itália e encontraram seis portadores de NOHL com traços de DNA semelhante aos dos Moschen do Brasil.
Cientistas examinaram todos os 296 membros da família Moschen para entender as causas e sinais da NOHLCientistas examinaram todos os 296 membros da família para entender as causas e sinais da NOHL
Testes com medicamentos
A expectativa dos cientistas é de conseguir desenvolver uma droga ou tratamento que impeça o aparecimento ou, pelo menos, o agravamento da doença. Eles fizeram testes com Brimonidina, medicamento usado para tratar glaucoma, mas os resultados não foram bem sucedidos.
Um novo remédio é testado há dois anos em um grupo muito pequeno de pacientes. A droga desenvolvida nos Estados Unidos é usada para tratamento de outras doenças genéticas e foi apelidada por Maria Odete de "super vitamina". "A esperança é recuperar as células do nervo óptico", diz ela.
Belfort é categórico ao ressaltar que ainda é cedo para afirmar se o medicamento, um colírio, poderá ser usado no tratamento da NOHL. São necessários mais dois anos de aplicações diárias para, então, determinar sua eficácia. "A próxima possibilidade é tratarmos com implante dentro do olho o paciente de alto risco, que são cegos de um único olho ou aqueles que apresentam indícios de desenvolverem a doença, mas ainda não sabemos qual droga será utilizada", comenta o pesquisador.
Ao determinar as causas do desenvolvimento da NOHL, os cientistas acreditam poder obter pistas para tratar outras doenças. "Uma série de problemas sistêmicos e oculares podem estar relacionados a isso. Talvez até o glaucoma", cogita Belfort. Para o médico, saber como se desencadeia a NHOL não só evitará a cegueira destas pessoas, mas pode ajudar a medicina a avançar em relação a doenças que desafiam os cientisas há muito tempo.
Fonte: www.dw.de/noticias
  • Data 09.08.2013
  • Autoria Janara Nicoletti

domingo, 4 de agosto de 2013

Beber aguardente é chique, mas você pensa que cachaça é água?

Cachaça chique

Publicação: 04 de Agosto de 2013 às 00:00

Coluna de WODEN MADRUGA
TRIBUNA DO NORTE
A revista Florense, editada no Rio Grande do Sul (Flores da Cunha), uma das boas publicações culturais brasileiras, traz no seu número de inverno (ela é trimestral e sai em cada estação do ano), uma matéria sobre a cachaça brasileira, agora incluída nas cartas das bebidas sofisticadas. O texto é assinado por Marco Merguizzo, com o título de “Cheers às marvadas!” e destaca na abertura: “Com requinte de produção, a cachaça brasileira ganha qualidade internacional, exibe excelência e preços comparáveis a um bom single malt e conquista de vez o paladar de uma legião de apreciadores de bebidas finas”.

Li o texto, estalando a língua, degustando, devagarinho, o meu cálice pequeno onde cabem, no máximo, dois dedais da branquinha, parte do meu ritual de todos os domingos em Queimadas. Quando é  tempo dos cajás, dos umbus, das seriguelas e das umbuelas, as cumbucas  completam a arrumação  da mesa. Como não me considero um apreciador sofisticado da cachaça, acho fundamental bebê-la com parede. Hianto de Almeida e Veríssimo de Melo já disseram  - e ficaram consagrados - que “caju nasceu pra cachaça assim como o pirão pro peixe nasceu”. Sábia sabedoria.

Lamento apenas que o Marco Merguizzo não tenha incluído na sua relação dos produtores de boas cachaças artesanais brasileiras o Rio Grande do Norte. Aqui do Nordeste só aparecem o Ceará, Pernambuco e Paraíba, ao lado de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.  Acho que já produzimos uma cachaça que pode ser incluída nesse time. Lembra ainda o redator que Minas e o Rio de Janeiro são os  únicos  “a terem regiões - Salinas e Paraty -  nas quais as cachaças ali produzidas apresentam o Selo de Indicação Geográfica, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI)”.  Atesta a origem do produto, sua qualidade e dá proteção contra fraudes no mercado. O consumidor tem a garantia de que está bebendo uma cachaça de boa procedência e de boa qualidade. No Brasil há cerca de 4 mil produtores de cachaças artesanais.

Merguizzo faz o percurso histórico da nossa cachaça, derna dos primeiros engenhos aqui instalados 40 anos depois da passagem  de Pedro Álvares Cabral por estas beiras de  praias (era o  “vinho” da cana-de-açúcar) até a sofisticação dos dias atuais, quando algumas marcas chegam a ter suas garrafas vendidas ao preço de quatro dígitos, isso quer dizer: 400 reais, o que equivale aos preços de “scotch whisky de primeira linha”. O texto começa assim:

“De brega e popular a chique – e para poucos. Nos últimos anos, a cachaça brasileira deixou definitivamente os botecos de esquina e os copos americanos ordinários para ganhar status de bebida de luxo e produto “tipo exportação”. Ao exibir qualidade e preços semelhantes aos de um single malt ou scotch whisky de primeira linha, uma seleção de purinhas de estirpe passou a ser reverenciada pelos consumidores mais exigentes, com preços batendo, em alguns casos, na casa dos quatro dígitos a garrafa. Não, não é nenhuma conversa fiada de balcão. Elaborados em escala limitada e com requintes de produção, algumas marcas especiais de cachaça ostentam hoje um nível de excelência tão impressionante que uma legião de apreciadores de outras bebidas finas, como o uísque, conhaque gim, por exemplo, foi obrigado a dobrar-se diante da alta qualidade pelo destilado brasileiro.”

Marco Merguizzo fecha o seu texto, apontando três marcas que formam a “trinca de fina estirpe” da cachaça brasileira: ‘Havana’, produzida em Salinas, nos cerrados de Minas Gerais (“espécie de mito entre os apreciadores de caninhas nacionais”); ‘Magnífica Reserva’, natural da  região serrana do Rio de Janeiro (“lembra um scotch de primeiríssima linha”) e ‘Weber Hauss Reserva Especial’, da serra gaúcha, produzida por uma família de ascendência alemã (“seis anos em madeira – cabreúva e carvalho”).

Desta trinca, já me deliciei com a Havana. Guardo no cofre duas garrafas, uma vazia, a outra virgem. Abrirei esta quando o Brasil for hexacampeão mundial de futebol. A primeira, a vazia,  foi presente de José Madruga, meu pai, nos anos de 1997, vindo daqueles sertões mineiros, passando por Salinas, onde está o feudo dos Anisios Santiagos. Ele escreveu sobre o rótulo amarelo “A mais aristocrática CACHAÇA do mundo para Woden, no seu NATAL – 6/11/97”. A metade dela, bebi, saboreando cada gole, com o poeta Luís Carlos Guimarães.

Os 10 Mandamentos

Ao seu texto, Marco Merguizzo acrescenta: “Os 10 mandamentos da birita fina”, que transcrevo-os em seguida, homenageando todos os grandes biriteiros da vida. Dos simples, dos becos da Ribeira, aos metidos a besta, mas todos (data venia Papa Francisco) irmãos do copo. Vamos aos brindes:

1  – Antes de prová-la, verifique as condições da garrafa, tampinha e líquido, a fim de certificar-se de que não há contaminação ou deterioração da bebida.

2 – Confira as informações do rótulo: sua origem, se é pura, se foi envelhecida e em qual madeira, e, ainda, se ela tem todos os registros no Ministério da Agricultura.

3 – Chacoalhe a garrafa, antes de abri-la. Se aparecer um “rosário de bolhas” em torno do gargalo, você terá certeza de que o líquido ali guardado é dos bons.

4 – Ao despejar devagar a purinha no copo, observe se o líquido escorre em suas paredes como um óleo fino e se forma novamente aquele colar de bolhas. Quanto mais tempo ele durar, melhor é a cachaça.

5 – Confira se a bebida não contém impurezas, posicionando o copo contra a luz.

6 – Para sentir o seu aroma primário característico - o de cana -, cheire a bebida ou esfregue uma pequena quantidade na palma da mão: o aroma tem de ser natural, agradável e suave, e não de álcool.

7 – Ao ser agitada no copo, a boa cachaça forma uma espuma que desaparece no máximo em 30 segundos. Assim é possível verificar se ela está saudável e boa para beber.

8 – Cachaça boa não resseca a boca nem queima a garganta, apesar do alto teor alcóolico. Deve ser, portanto, macia e redonda ao paladar. E saboreada, de preferência, em pequenos goles, para ser melhor apreciada.

9 – Pinga da boa também não deixa bafo, tampouco dor de cabeça. Seus aromas e sabores, portanto, devem ser suaves, revelando de modo equilibrado as nuances da fruta, o teor alcoólico, o ácido e o doce.

10 – Depois de aberta, a garrafa deve ser mantida bem fechada, a fim de evitar que a pinga evapore. Se você tiver uma garrafa de rosca, semelhante à do whisky, transfira para ela a marvada. Desse modo, você poderá saboreá-la outras vezes e, melhor, com a mesma qualidade.”

sexta-feira, 2 de agosto de 2013


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

CIDADE DE BANANEIRAS: Construção do primeiro Shopping é barrada através do Ministério Público


A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente do Ministério Público da Paraíba (MPPB), na cidade de Bananeiras, recorreu (agravo de instrumento) ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB) da decisão que indeferia um pedido de liminar contra a construção irregular de um shopping às margens da rodovia PB-105, que liga as cidades de Bananeiras e Solânea.

O agravo de instrumento foi interposto pela promotora de Justiça Miriam Pereira Vasconcelos contra a decisão do juiz Antônio Gomes, da Comarca daquela cidade.
Ele havia indeferido o pedido de liminar na ação cautelar preparatória de ação civil pública ajuizada pela promotora, contra a empresa LTL Construções e Incorporações Ltda., a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e a prefeitura de Bananeiras.

De acordo com a ação civil pública, a empresa LTL estaria construindo um empreendimento imobiliário composto de um centro comercial (shopping) e um condomínio residencial vertical numa encosta extremamente íngreme localizada entre Bananeiras e Solânea sem a realização do estudo prévio de impacto ambiental, conforme determina a Lei Complementar 140, de 2011, e das Leis Federais 12.305/10, 12.651/12 e 6938/81.

Segundo a promotora Miriam Vasconcelos, ela instaurou procedimento preparatório após receber reclamação vinda da Ouvidoria do Ministério Público, no dia 17 de maio deste ano. “Nosso objetivo foi o de apurar as irregularidades apontadas na construção”, diz a promotora, ressaltando que, depois de notificado, a empresa encaminhou ao MPPB um relatório ambiental simplificado e a licença prévia concedida pela Sudema, além do alvará de construção emitido pela prefeitura de Bananeiras.
“O problema é que sequer foi aferido pela Sudema se a área era ou não era de preservação permanente”, explica a promotora, expedindo, no dia 27 de maio, recomendação à Sudema para que realizasse vistoria no local, determinando o embargo da obra, até a emissão da licença de instalação.

A promotora também apontou uma condicionante da licença prévia, exigindo um estudo de impacto ambiental, com análise geomorfológica do solo; identificação de fontes; cursos e corpos d’água; identificação de espécies da fauna; identificação das espécies vegetais constantes na área; identificação, quantificação e composição dos resíduos que serão produzidos antes, durante e depois da edificação do empreendimento, bem como o plano de gestão desses resíduos; e a quantificação e composição dos resíduos sanitários com plano de gestão.

E a promotora faz um alerta: “Para saber se o Ministério Público tem razão basta se perguntar: se a obra em questão for suspensa até a realização do estudo prévio de impacto ambiental que dano terá o empreendedor”? Agora, se a obra segue seu curso e após se verifica que a licença e o alvará estão eivados de vícios, como reparar o dano, se a barreira onde se constrói o condomínio e o shopping já se mostra quase completamente devastada com as obras em andamento. (PB Agora com Assessoria)

quarta-feira, 24 de julho de 2013

[AssessoRN.com] Caminhos do Frio segue com programação diversificada nesta quarta na cidade de Bananeiras

  

24 de julho de 2013 10:44

Foto: Divulgação
Espetáculo “Boi Encantado” será encenado às 19h30. Alunos da rede pública de ensino participam de city tour pela cidade. Clínica de golf com o instrutor Renato Lopes encerra atividade com estudantes.
 
A programação desta quarta-feira (24) da Rota Cultural Caminhos do Frio 2013 conta com apresentação teatral, city tour, clínica de golf e Encontro Regional de Economia Criativa. As atividades acontecem até o próximo dia 28 na cidade de Bananeiras, no Brejo da Paraíba. Todas as atividades são gratuitas.
 
A partir das 8h30 tem início as inscrições para o Encontro Regional de Economia Criativa de Bananeiras. Às 9h30 é abertura e logo em seguida o público confere a palestra “Economia Criativa como ação para o desenvolvimento regional”, com o professor André Piva. Já às 11h, terá a palestra “Localidades interioranas como territórios criativos”, com a professora Fabiane Nagabe.  Atividade acontece no Espaço Cultural Oscar de Castro. Ainda está previsto às 14h uma atividade com os grupos de trabalho e às 16h30, plenária para apresentar e discutir resultados dos grupos de trabalho.
 
Trinta alunos da rede pública de ensino, que se destacaram por conta das notas altas nas escolas, participam a partir das 10h de um city tour pelo Centro de Bananeiras. O turismólogo Manuel Netto vai apresentar aos estudantes pontos turísticos de Bananeiras e explicar sobre a história da cidade. “Eles vão conhecer mais sobre a história da cidade com as explicações que darei sobre alguns pontos turísticos de Bananeiras como, por exemplo, a igreja matriz, a antiga estação de trem, o túnel da viração (túnel que integrava o percurso do trem), o museu Simeão Cananéa e o campus III da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O passeio termina com a prática de golf no Águas da Serra Golf Club com o instrutor Renato Lopes”, disse Manuel Netto.
 
Já às 19h30, será apresentado o espetáculo “Boi Encantado”, da Cia Boca de Cena. Apresentação gratuita acontece no Teatro Ivaldo Lucena, localizado no Espaço Cultural Oscar de Castro. Para encerrar a programação desta quarta-feira, a Dupla AD Solto e Cristiano Borges apresenta sucessos da música gospel na 1ª Igreja Batista de Bananeiras.
 
As atrações integram a programação da Rota Cultural Caminhos do Frio 2013. O festival acontece até 1º de setembro. Guilherme Arantes, Zizi Possi, Lenine e Geraldo Azevedo são algumas das atrações do evento itinerante que passará por seis cidades paraibanas.
 
Em Bananeiras, a Rota Cultural Caminhos do Frio segue até o próximo dia 28 com atividades musicais, teatrais, fotográficas, esportivas e muito mais. Guilherme Arantes, Renata Arruda e Yegor Gomez são alguns dos destaques da programação. A Secretaria de Cultura e Turismo de Bananeiras apoia o evento do Fórum de Desenvolvimento Turístico Sustentável do Brejo Paraibano. O Caminhos do Frio também conta com apoio do Governo da Paraíba.
Confira a programação desta quarta-feira (24)
Encontro Regional de Economia Criativa de Bananeiras
8h30 - Inscrições e distribuição de material
9h30 - Abertura do Evento
10h - Palestra: Economia Criativa como ação para o desenvolvimento regional (Prof. Dr. André Piva)
11h - Palestra : Localidades interioranas como territórios criativos (Profa. Ms. Fabiane Nagabe)
14h - Grupos de Trabalho
16h30 - Plenária para se apresentar e discutir os resultados dos Grupos de Trabalho
Local: Espaço Cultural Oscar de Castro
 
10h – City Tour
Local: Centro de Bananeiras
11h – Clínica de Golf
Atividade para alunos de escolas públicas de Bananeiras
Com o instrutor Renato Lopes
Local: Águas da Serra Golf Club
Teatro
19h30 - Espetáculo Boi Encantado (Cia Boca de Cena)
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terça-feira, 23 de julho de 2013

Partiu o "aluno" nº 01 de Luiz Gonzaga.

Aos 72 anos, morre o músico Dominguinhos

UOL - 23.07.2013.
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Relembre a vida e a carreira de Dominguinhos56 fotos

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1987 - o sanfoneiro Dominguinhos se apresenta no Free Jazz Festival Juan Esteves/Folhapress
O cantor e compositor Dominguinhos morreu às 18h desta terça-feira (23) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O sanfoneiro lutava contra um câncer no pulmão e fazia sessões de quimioterapia há seis anos. 
Segundo o boletim divulgado pelo hospital, a causa da morte foram "complicações infecciosas e cardíacas".
Dominguinhos estava internado desde o dia 17 de dezembro. No dia 22 daquele mês, ele precisou passar por uma cirurgia para a colocação de um marca-passo cardíaco temporário por conta da arritmia.
Neste período, o cantor foi submetido a uma traqueostomia e hemodiálise. Dominguinhos ficou sem sedação e, mesmo assim, não se comunicava com a família e médicos.
No dia 8 de janeiro, ele sofreu uma parada cardíaca no hospital em que estava internado em Recife (CE). A pedidos dos familiares, no dia 13 de janeiro, Dominguinhos foi transferido para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo.
Os cantores Fagner, Elba Ramalho, Flávio José, Nando Cordel, Geraldo Azevedo, Jorge de Altinho e Liv Moraes fariam um show beneficente para Dominguinhos no dia 25 de julho, em Recife (PE). Toda a renda arrecadada com a venda de ingressos seria revertida para o pagamento de despesas médicas do sanfoneiro. Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação se o show será mantido.
Vida e carreira
Nascido em 1941, José Domingos de Morais, o Dominguinhos, veio de uma família humilde de Garanhuns e herdou os dotes musicais de seu pai Chicão, que era sanfoneiro. Com seis anos de idade, ele aprendeu a tocar sanfona e ia a feiras livres para arrecadar dinheiro.
Quando criança, ele formou o trio Os Três Pinguins com seus dois irmãos Moraes (sanfona) e Valdomiro (malê, uma espécie de zabumba). Aos nove anos, já era proficiente em sanfonas de 48, 80 e 120 baixos. Logo depois, ele conheceu Luiz Gonzaga na porta de seu hotel. O músico ficou impressionado e chamou Dominguinhos para ir ao Rio de Janeiro. Mais tarde, ele fez parte da equipe de Luiz Gonzaga e foi reconhecido por cantores da Bossa Nova, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Elba Ramalho e Toquinho.
A cantora pernambucana Anastácia fazia parte do grupo de Gonzaga e não demorou a fazer parte da vida de Dominguinhos. Os dois iniciaram uma parceira dentro e fora dos palcos, que os levou ao casamento.
No entanto, o casamento com Anastácia não deu certo e Dominguinhos acabou se envolvendo com outra cantora, também pernambucana, Guadalupe. Os dois se casaram e a festa contou com convidados ilustres como Luiz Gonzaga e Genival Lacerda.
O primeiro disco de Dominguinhos foi "Fim de Festa", lançado em 1964". O último foi "Yamandu + Dominguinhos", em 2008. Ao longo dessas décadas de carreira, lançou dezenas de discos. 
Em 2002, Dominguinhos foi vencedor do Grammy Latino com o CD "Chegando de Mansinho". Já em 2010, ele foi vencedor do Prêmio Shell de Música.
Entenda o quadro de saúde
Dominguinhos deu entrada no hospital Hospital Santa Joana, em Recife, no dia 17 de dezembro, com arritmia cardíaca e infecção respiratória. No dia 22 daquele mês, o músico precisou passar por uma cirurgia para a colocação de um marca-passo cardíaco temporário por conta da arritmia.
Neste período, o cantor foi submetido a uma traqueostomia e hemodiálise. Dominguinhos ficou sem sedação e, mesmo assim, não se comunicava com a família e médicos. No dia 8 de janeiro, ele sofreu uma parada cardíaca no hospital, que foi revertida. A pedidos dos familiares, no dia 13 de janeiro, Dominguinhos foi transferido para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo.
Mauro chegou a declarar que o quadro do pai era irreversível. A família já havia sido informada do estado de saúde do músico há alguns meses, mas somente agora, no entanto, Mauro decidiu divulgar essa informação em respeito aos fãs.
"Estava tentando resguardar meu pai, mas essa é uma informação que as pessoas precisam saber. Dominguinhos é uma pessoa pública e adorada no Brasil inteiro. Muitas pessoas me perguntavam sobre meu pai e acho que chegou a hora de falar".
Diagnosticado com câncer de pulmão há seis anos, Dominguinhos sofreu um princípio de infarto no início de 2011, quando foi internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.  Ele foi submetido a um cateterismo e a uma angioplastia. Por conta de seu estado de saúde, começou a cancelar shows no final de 2011.